{"id":10319,"date":"2019-01-30T17:16:09","date_gmt":"2019-01-30T19:16:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=10319"},"modified":"2019-01-30T17:16:09","modified_gmt":"2019-01-30T19:16:09","slug":"empregado-x-empregador-reforma-trabalhista-ajuda-a-tracar-os-novos-perfis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/empregado-x-empregador-reforma-trabalhista-ajuda-a-tracar-os-novos-perfis\/","title":{"rendered":"Empregado x empregador: reforma trabalhista ajuda a tra\u00e7ar os novos perfis"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-10320\" src=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/reinaldo-620x350.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/reinaldo-620x350.jpg 620w, https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/reinaldo-620x350-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta \u00e0s mudan\u00e7as!\u201d<\/p>\n<p>A famosa frase atribu\u00edda a Charles Darwin, que na verdade nunca foi dita por ele, mas por Leon C. Megginson, \u00e9 uma importante premissa sobre o processo de evolu\u00e7\u00e3o, sobretudo, do Mundo do Trabalho.<\/p>\n<p>Desde a primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, na Inglaterra, no final do s\u00e9culo 18, passando pela consolida\u00e7\u00e3o da Industrializa\u00e7\u00e3o no Brasil, durante o in\u00edcio da era Vargas, na d\u00e9cada de 1930, as empresas, classes trabalhadoras e pessoas que melhor se adaptaram aos mais variados cen\u00e1rios pol\u00edticos e econ\u00f4micos, n\u00e3o apenas sobreviveram, como contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o do atual modelo de relacionamento entre organiza\u00e7\u00f5es corporativas e colaboradores.<\/p>\n<p>Neste sentido, o desenvolvimento de mecanismos que melhoram a produ\u00e7\u00e3o, reduz custos e, em muitos casos, minimizam o esfor\u00e7o humano, h\u00e1 mais de um s\u00e9culo gera debates sobre os reais efeitos oriundos do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. E, na longa esteira do progresso, naturalmente, surgiram pontos positivos e negativos que indicavam d\u00favidas sobre a efetividade dos novos recursos apresentados de tempos em tempos. Inserido no contexto evolutivo, o ser humano, a cada gera\u00e7\u00e3o sente a necessidade de experimentar novos desafios, o que provoca realinhamento de prop\u00f3sitos e, consequentemente, cria novas expectativas.<\/p>\n<p>Ao final das contas, todo esse aperfei\u00e7oamento envolvendo pessoas e tecnologia afeta diretamente no conceito de subordina\u00e7\u00e3o do empregado em rela\u00e7\u00e3o ao empregador que, por sua vez, passou a exigir mais dos novos trabalhadores. Em uma \u00e9poca dominada pelas conex\u00f5es virtuais e que disp\u00f5e de dispositivos que facilitam a execu\u00e7\u00e3o de diversas atividades simultaneamente, o contratante tem buscado profissionais capazes de apresentar versatilidade e entrega de resultados que v\u00e3o al\u00e9m dos servi\u00e7os contratados. Em contrapartida, a nova gera\u00e7\u00e3o de trabalhadores aspira condi\u00e7\u00f5es que sugerem desejos distintos dos personagens de d\u00e9cadas passadas que passaram por graves crises inflacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u00c9 fato: o trabalhador atual que possui mais informa\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o, diferentemente de outros per\u00edodos, n\u00e3o est\u00e1 disposto a permanecer por anos no mesmo emprego, sonhando com o famigerado dia da aposentadoria. Diante de uma realidade econ\u00f4mica que apresenta linhas de cr\u00e9dito que facilitam amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento, por meio dos estudos, dentro ou fora do pa\u00eds, o perfil do empregado contempor\u00e2neo \u00e9 livre, aventureiro e com uma forte inclina\u00e7\u00e3o ao v\u00ednculo empregat\u00edcio, ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, com organiza\u00e7\u00f5es que apresentem caracter\u00edsticas que se assemelhem ao seu estilo de vida, aos seus prop\u00f3sitos e aos seus ideais.<\/p>\n<p>E o impacto dessa transforma\u00e7\u00e3o comportamental reflete nas Negocia\u00e7\u00f5es Coletivas, o momento em que representantes dos trabalhadores, de um lado, e do empregador, de outro, se re\u00fanem para alinhar a autorregulamenta\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Figura importante para determina\u00e7\u00e3o da nova conjuntura, o trabalhador, cada vez mais atualizado e conectado aos seus assuntos de interesse, tem manifestado pensamentos diferentes das ideias ainda hoje defendidas por in\u00fameros sindicatos e centrais sindicais. O resultado desse conflito de interesses tem sido o aumento significativo do afastamento dos trabalhadores de seus sindicatos.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 transi\u00e7\u00e3o de ideais e estabelecimento de novos posicionamentos, a Reforma Trabalhista surge como possibilidade real de se poder praticar a Negocia\u00e7\u00e3o Coletiva, com vi\u00e9s mais atual, e em harmonia com os anseios da nova classe de trabalhadores. A preval\u00eancia do negociado sobre o legislado significa um enorme avan\u00e7o, pois possibilita que as partes possam adequar necessidades b\u00e1sicas com os prop\u00f3sitos almejados por esta nova gera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a legisla\u00e7\u00e3o permite a modula\u00e7\u00e3o de certos direitos, o que torna a rela\u00e7\u00e3o trabalhista ainda mais din\u00e2mica e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de se observar quais s\u00e3o as reais necessidades destes novos colaboradores.<\/p>\n<p>Por fim, vivemos um per\u00edodo do irrefre\u00e1vel processo evolutivo em que o trabalhador n\u00e3o se limita somente em reposi\u00e7\u00e3o salarial, o que parece n\u00e3o ter sido devidamente compreendido pelos sindicatos, que limitados em somente \u201cfazer pol\u00edtica\u201d, perderam oportunidade de aproxima\u00e7\u00e3o com os trabalhadores. Os novos tempos apresentam uma classe cada vez mais engajada em causas sociais e preocupada com os impactos das organiza\u00e7\u00f5es junto \u00e0 sociedade. E nessa nova fase, ouvir, compreender e apresentar solu\u00e7\u00f5es que atendam \u00e0s necessidades coletivas ser\u00e1 determinante para o futuro das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>*Reinaldo Garcia do Nascimento, s\u00f3cio da Guir\u00e3o Advogados, respons\u00e1vel pela \u00e1rea trabalhista (individual e coletivo)<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_162206\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p class=\"wp-caption-text\"><strong>FOTO:<\/strong> DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"https:\/\/politica.estadao.com.br\/blogs\/fausto-macedo\/empregado-x-empregador-reforma-trabalhista-ajuda-a-tracar-os-novos-perfis\/\">Estad\u00e3o<\/a>\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta \u00e0s mudan\u00e7as!\u201d A famosa frase atribu\u00edda a Charles Darwin, que na verdade nunca foi dita por ele, mas por Leon C. 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