{"id":17820,"date":"2020-03-11T13:20:09","date_gmt":"2020-03-11T16:20:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=17820"},"modified":"2020-03-11T13:20:09","modified_gmt":"2020-03-11T16:20:09","slug":"tj-pe-permite-registro-em-cartorio-do-nome-de-um-natimorto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/tj-pe-permite-registro-em-cartorio-do-nome-de-um-natimorto\/","title":{"rendered":"TJ-PE permite registro em cart\u00f3rio do nome de um natimorto"},"content":{"rendered":"<p>A ju\u00edza da 12\u00aa Vara de Fam\u00edlia e <a href=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/recivil-vem-ai-a-radio-dos-cartorios-de-registro-civil\/\">Registro Civil<\/a> da Capital, Andr\u00e9a Epaminodas, julgou procedente o pedido de retifica\u00e7\u00e3o de registro civil de um natimorto, feito pela m\u00e3e.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o, a m\u00e3e conseguiu que o filho \u2014 morto durante o processo de parto \u2014 tivesse registrado em <a href=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/comunicacao-digital-para-cartorios\/\">cart\u00f3rio<\/a> o nome escolhido para ele. Segundo o TJ-PE, a decis\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A ju\u00edza usou artigo\u00a0634 do C\u00f3digo de Normas dos Servi\u00e7os Notariais e de Registros do Estado de Pernambuco para fundamentar a sua decis\u00e3o. Ele prev\u00ea a consigna\u00e7\u00e3o no assento de \u00f3bito do natimorto do prenome e sobrenome para ele escolhidos, sempre que solicitado pelo declarante.<\/p>\n<p>Esse regramento, por sua vez, est\u00e1 ancorado no artigo 2\u00ba do C\u00f3digo Civil, que coloca a salvo os direitos do nascituro desde a concep\u00e7\u00e3o:\u00a0&#8220;A personalidade civil da pessoa come\u00e7a do nascimento com vida; mas a lei p\u00f5e a salvo, desde a concep\u00e7\u00e3o, os direitos do nascituro&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A certid\u00e3o do natimorto em quest\u00e3o fora lavrada no dia 9 de setembro de 2010, portanto quatro anos antes da vig\u00eancia do artigo 634 dos Servi\u00e7os Notariais e de Registros do Estado de Pernambuco, inclu\u00eddo pelo provimento da Corregedoria. Por essa raz\u00e3o, o direito n\u00e3o foi atendido na \u00e9poca&#8221;, explica a ju\u00edza.<\/p>\n<p>A magistrada ainda cita para o embasamento da senten\u00e7a artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2013-ago-05\/jones-figueiredo-nome-natimorto-direito-humanitario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado na ConJur<\/a>\u00a0pelo decano do Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco (TJ-PE), desembargador Jones Figueir\u00eado Alves, que destaca o contexto psicol\u00f3gico vivenciado pelos envolvidos nessa quest\u00e3o. &#8220;H\u00e1 um luto social diante do natimorto, filho dos pais que n\u00e3o o tiveram, e futuro cidad\u00e3o que a sociedade n\u00e3o o recebeu. Esse luto tem, por certo, relev\u00e2ncia jur\u00eddica, n\u00e3o resumida ao fato registral e estat\u00edstico&#8221;, pontua o artigo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, a senten\u00e7a servir\u00e1 de mandado de averba\u00e7\u00e3o a ser apresentado ao cart\u00f3rio competente para que se adotem as provid\u00eancias necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\"> Consultor Jur\u00eddico<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ju\u00edza da 12\u00aa Vara de Fam\u00edlia e Registro Civil da Capital, Andr\u00e9a Epaminodas, julgou procedente o pedido de retifica\u00e7\u00e3o de registro civil de um natimorto, feito pela m\u00e3e. 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