{"id":21712,"date":"2020-12-02T14:15:23","date_gmt":"2020-12-02T16:15:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=21712"},"modified":"2020-12-02T14:15:23","modified_gmt":"2020-12-02T16:15:23","slug":"em-controversia-sobre-venda-de-imovel-registro-de-escritura-prevalece-sobre-contrato-particular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/em-controversia-sobre-venda-de-imovel-registro-de-escritura-prevalece-sobre-contrato-particular\/","title":{"rendered":"Em controv\u00e9rsia sobre venda de im\u00f3vel, registro de escritura prevalece sobre contrato particular"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Decis\u00e3o \u00e9 da 4\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 4\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo manteve decis\u00e3o que, em caso de controv\u00e9rsia sobre dois neg\u00f3cios de compra e venda do mesmo im\u00f3vel, reconheceu como v\u00e1lido aquele que teve escritura p\u00fablica registrada.<br \/>\nO autor alegou que comprou um im\u00f3vel, por meio de contrato particular \u2013 pagando a quantia de R$ 180 mil \u2013, mas n\u00e3o fez o registro em cart\u00f3rio. Posteriormente, o primeiro dono teria realizado nova negocia\u00e7\u00e3o com um terceiro, que pagou R$ 250 mil e registrou o t\u00edtulo. O autor argumentou que a essa venda seria uma fraude, mera simula\u00e7\u00e3o para retirar sua propriedade. Na a\u00e7\u00e3o, pedia a anula\u00e7\u00e3o da segunda negocia\u00e7\u00e3o e outorga de escritura definitiva em seu nome. O pedido foi negado em 1\u00ba grau, remanescendo somente o direito de o autor buscar eventual ressarcimento de perdas e danos contra o vendedor, em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<br \/>\nO desembargador Enio Zuliani, relator da apela\u00e7\u00e3o, destacou em seu voto que o neg\u00f3cio celebrado entre as partes n\u00e3o transmite a propriedade, embora represente v\u00ednculo entre os contratantes. Segundo ele, o que transmite o direito real da propriedade \u00e9 o registro do t\u00edtulo no cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis. \u201cNo caso de duas vendas do mesmo im\u00f3vel \u2013 como ocorrido no presente caso \u2013 considera-se titular do dom\u00ednio ou propriet\u00e1rio aquele que realizou o registro em primeiro lugar, mesmo que o neg\u00f3cio que realizou tenha sido posterior ao primeiro\u201d, afirmou.<br \/>\nSegundo o magistrado a fraude n\u00e3o foi comprovada, j\u00e1 que o fato de o comprador e vendedor serem amigos n\u00e3o \u00e9 suficiente para caracterizar um neg\u00f3cio simulado. \u201c\u00c9 preciso, na disputa de duas compras e vendas comprometidas por s\u00e9rias e graves acusa\u00e7\u00f5es de desvirtuamentos ideol\u00f3gicos, priorizar aquela que seria menos repugnante ao ideal de justi\u00e7a. Ent\u00e3o e diante das incongru\u00eancias que afetam muito mais a credibilidade do contrato particular, est\u00e1 correta a senten\u00e7a que outorga primazia a escritura e seu registro. Afinal, presume-se a prova do pagamento do pre\u00e7o, porque foi referido em documento p\u00fablico, sem que se demonstrasse, com substratos probat\u00f3rios concretos, a m\u00e1-f\u00e9 do terceiro adquirente\u201d, concluiu o relator.<br \/>\nO julgamento, decidido por maioria de votos, teve a participa\u00e7\u00e3o dos desembargadores Alcides Leopoldo, Marcia Dallla D\u00e9a Barone, Maur\u00edcio Campos da Silva Velho, F\u00e1bio Quadros e Natan Zelinschi de Arruda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Comunica\u00e7\u00e3o Social TJSP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o \u00e9 da 4\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado. 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