{"id":23192,"date":"2021-06-24T14:17:03","date_gmt":"2021-06-24T17:17:03","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=23192"},"modified":"2021-07-27T12:30:40","modified_gmt":"2021-07-27T15:30:40","slug":"plenario-comeca-julgamento-sobre-ultratividade-de-acordos-coletivos-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/plenario-comeca-julgamento-sobre-ultratividade-de-acordos-coletivos-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Plen\u00e1rio come\u00e7a julgamento sobre ultratividade de acordos coletivos de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>Todos os processos que tratam da mat\u00e9ria est\u00e3o suspensos por decis\u00e3o do relator, ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar, nesta quinta-feira (17), a Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 323, que discute \u200ba ultratividade \u200bde normas coletivas, situa\u00e7\u00e3o em que cl\u00e1usulas de acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivos, com validade j\u00e1 expirada, s\u00e3o incorporadas aos contratos individuais de trabalho, at\u00e9 que outra norma coletiva sobrevenha. Ap\u00f3s a leitura do relat\u00f3rio pelo ministro Gilmar Mendes e as manifesta\u00e7\u00f5es de partes e dos interessados, o julgamento foi suspenso e continuar\u00e1 em data a ser determinada.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) para questionar a S\u00famula 277 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que mant\u00e9m a validade das cl\u00e1usulas nos contratos vigentes e nos novos, e considera que s\u00f3 poder\u00e3o ser modificadas ou suprimidas mediante negocia\u00e7\u00e3o coletiva. Em outubro de 2016, o relator concedeu medida cautelar para suspender todos os processos e os efeitos de decis\u00f5es no \u00e2mbito da Justi\u00e7a do Trabalho que discutam a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Direitos essenciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em nome de diversas entidades sindicais de trabalhadores, o advogado Jos\u00e9 Eymard Loguercio observou que a ultratividade \u00e9 central para a valoriza\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o coletiva e para conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica aos trabalhadores nesse processo. Sem essa possibilidade, afirmou, a cada data-base, as negocia\u00e7\u00f5es teriam de ser retomadas do zero, o que aumentaria conflitos entre empregados e empregadores na formula\u00e7\u00e3o de novo acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Zilmara David de Alencar, tamb\u00e9m representando entidades sindicais de trabalhadores, argumentou que a ultratividade decorrente de negocia\u00e7\u00f5es coletivas \u00e9 necess\u00e1ria para a harmonia das rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Segundo ela, a S\u00famula 277 do TST \u00e9 essencial para a pacifica\u00e7\u00e3o de conflitos, a valoriza\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o coletiva e o respeito \u00e0 autonomia coletiva no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>PR\/CR\/\/CF<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: STJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os processos que tratam da mat\u00e9ria est\u00e3o suspensos por decis\u00e3o do relator, ministro Gilmar Mendes. 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