{"id":69197,"date":"2022-03-15T13:11:45","date_gmt":"2022-03-15T16:11:45","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=69197"},"modified":"2022-03-15T13:20:33","modified_gmt":"2022-03-15T16:20:33","slug":"credor-de-divida-garantida-por-alienacao-fiduciaria-de-imovel-pode-optar-por-execucao-judicial-ou-extrajudicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/credor-de-divida-garantida-por-alienacao-fiduciaria-de-imovel-pode-optar-por-execucao-judicial-ou-extrajudicial\/","title":{"rendered":"Credor de d\u00edvida garantida por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel pode optar por execu\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial"},"content":{"rendered":"\n<p>Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o credor de d\u00edvida garantida por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel n\u00e3o est\u00e1 obrigado a promover a execu\u00e7\u00e3o extrajudicial do seu cr\u00e9dito, podendo optar pela execu\u00e7\u00e3o judicial integral, desde que o t\u00edtulo que d\u00e1 lastro \u00e0 execu\u00e7\u00e3o seja dotado de liquidez, certeza e exigibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi firmado pelo colegiado, por unanimidade, ao confirmar ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) que negou o pedido de uma empresa para extinguir a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, sem julgamento de m\u00e9rito, sob o argumento de excessiva onerosidade da via eleita pelo credor.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJSP entendeu que, embora haja previs\u00e3o de procedimento espec\u00edfico de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial no caso de d\u00edvida garantida por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, nos termos da Lei 9.514\/1997, o exequente tem a op\u00e7\u00e3o de escolher o meio que lhe parecer mais adequado na busca pela satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso especial apresentado ao STJ, a empresa devedora alegou que o credor optou pelo meio de execu\u00e7\u00e3o mais gravoso, contrariando a legisla\u00e7\u00e3o, pois, havendo mecanismo c\u00e9lere e eficaz para a satisfa\u00e7\u00e3o extrajudicial do cr\u00e9dito, nada justificaria o procedimento judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D\u00edvida lastreada em t\u00edtulo executivo extrajudicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Villas B\u00f4as Cueva, afirmou que o caso diz respeito a execu\u00e7\u00e3o lastreada em C\u00e9dula de Cr\u00e9dito Banc\u00e1rio (CCB). De acordo com o magistrado, a CCB \u2013 desde que satisfeitas as exig\u00eancias do artigo 28, par\u00e1grafo 2\u00ba, I e II, da Lei 10.931\/2004, de modo a lhe conferir liquidez e exequibilidade, e desde que preenchidos os requisitos do artigo 29 da mesma lei \u2013 \u00e9 t\u00edtulo executivo extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, acrescentou, o credor tem o direito de optar por executar o seu cr\u00e9dito de maneira diversa do estabelecido na Lei 9.514\/1997, e isso n\u00e3o \u00e9 alterado pela constitui\u00e7\u00e3o de garantia fiduci\u00e1ria relacionada ao financiamento instrumentalizado por meio de CCB.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00f3 o fato de estar a d\u00edvida lastreada em t\u00edtulo executivo extrajudicial e n\u00e3o haver controv\u00e9rsia quanto \u00e0 sua liquidez, certeza e exigibilidade, ao menos no bojo da exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, \u00e9 o quanto basta para a propositura da execu\u00e7\u00e3o, seja ela fundada no artigo 580 do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, seja no artigo 786 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015\u201c, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Credor pode exigir saldo remanescente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao negar provimento ao recurso especial, o relator observou que, na hip\u00f3tese de aliena\u00e7\u00e3o extrajudicial do bem dado em garantia, o credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1 impedido de exigir o saldo remanescente se o produto obtido com a venda n\u00e3o for suficiente para a quita\u00e7\u00e3o integral do seu cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO remanescente da d\u00edvida apenas n\u00e3o estar\u00e1 mais garantido ante o desaparecimento da propriedade fiduci\u00e1ria, o mesmo ocorrendo na hip\u00f3tese de n\u00e3o haver interessados em arrematar o bem no segundo leil\u00e3o\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Villas B\u00f4as Cueva destacou que tem prevalecido no \u00e2mbito do STJ a interpreta\u00e7\u00e3o de que a extin\u00e7\u00e3o da d\u00edvida acontece apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela garantida pela propriedade fiduci\u00e1ria, tendo o credor a possibilidade de cobrar do devedor o valor remanescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA despeito das controv\u00e9rsias doutrin\u00e1rias e jurisprudenciais a respeito da possibilidade de cobran\u00e7a do saldo remanescente da d\u00edvida ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o extrajudicial, ao credor fiduci\u00e1rio \u00e9 dada a faculdade de executar a integralidade de seu cr\u00e9dito judicialmente, desde que o t\u00edtulo que d\u00e1 lastro \u00e0 execu\u00e7\u00e3o seja dotado de todos os atributos necess\u00e1rios \u2013 liquidez, certeza e exigibilidade\u201d, concluiu o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1.965.973.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o credor de d\u00edvida garantida por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel n\u00e3o est\u00e1 obrigado a promover a execu\u00e7\u00e3o extrajudicial do seu cr\u00e9dito, podendo optar pela execu\u00e7\u00e3o judicial integral, desde que o t\u00edtulo que d\u00e1 lastro \u00e0 execu\u00e7\u00e3o seja dotado de liquidez, certeza e exigibilidade. 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