{"id":7886,"date":"2018-08-02T10:42:35","date_gmt":"2018-08-02T13:42:35","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=7886"},"modified":"2018-08-02T10:42:35","modified_gmt":"2018-08-02T13:42:35","slug":"conciliacao-previa-nao-e-obrigatoria-para-ajuizar-acao-trabalhista-reafirma-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/conciliacao-previa-nao-e-obrigatoria-para-ajuizar-acao-trabalhista-reafirma-stf\/","title":{"rendered":"Concilia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria para ajuizar a\u00e7\u00e3o trabalhista, reafirma STF"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7888\" aria-describedby=\"caption-attachment-7888\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7888\" src=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/carmen-lucia-20184.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7888\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Carlos Moura\/SCO\/STF<\/figcaption><\/figure>\n<p>Demandas trabalhistas podem ser submetidas ao Poder Judici\u00e1rio antes de serem analisadas por uma comiss\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Assim entendeu o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (1\u00ba\/8), ao confirmar liminar concedida anteriormente sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A decis\u00e3o foi tomada no julgamento conjunto de tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade\u00a0ajuizadas em 2000 por quatro partidos pol\u00edticos (PCdoB, PSB, PT e PDT) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Com\u00e9rcio (CNTC). Eles argumentaram que a regra da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho representa um limite \u00e0 liberdade de escolha da via mais conveniente para submeter eventuais demandas trabalhistas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O principal questionamento era a interpreta\u00e7\u00e3o ao artigo 625-D da CLT, que obrigava o trabalhador a procurar primeiro a concilia\u00e7\u00e3o, no caso da demanda trabalhista ocorrer em local que conte com uma Comiss\u00e3o de Concilia\u00e7\u00e3o Pr\u00e9via, seja na empresa ou no sindicato da categoria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Vota\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nTodos os ministros presentes seguiram o voto da relatora, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, confirmando a liminar concedida\u00a0pelo Plen\u00e1rio em 2009. Para eles, ao deixar o empregado escolher entre a concilia\u00e7\u00e3o e ingressar com reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, \u00e9 preservado o direito universal dos cidad\u00e3os de acesso \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com a relatora, n\u00e3o cabe \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional expandir o rol de exce\u00e7\u00f5es de direito ao acesso \u00e0 Justi\u00e7a. \u201cContrariaria a Constitui\u00e7\u00e3o a interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 625-D da CLT se reconhecesse a submiss\u00e3o da pretens\u00e3o da Comiss\u00e3o de Concilia\u00e7\u00e3o Pr\u00e9via como requisito obrigat\u00f3rio para ajuizamento de reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a revelar \u00f3bice ao imediato acesso ao Poder Judici\u00e1rio por escolha do pr\u00f3prio cidad\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda segundo a ministra, em outros julgamentos, o Supremo reconheceu como desnecess\u00e1rio o pr\u00e9vio cumprimento de requisitos desproporcionais, procrastinat\u00f3rios ou inviabilizadores para submiss\u00e3o do pleito ao \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA legitimidade desse meio alternativo de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos baseia-se na consensualidade, importante ferramenta para o acesso \u00e0 ordem jur\u00eddica justa. O artigo 625-D e seus par\u00e1grafos devem ser reconhecidos como subsistema administrativo, apto a buscar a pacifica\u00e7\u00e3o social, cuja utiliza\u00e7\u00e3o deve ser estimulada e constantemente atualizada, n\u00e3o configurando requisito essencial para o ajuizamento de reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas\u201d, sustentou a ministra.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">C\u00e1rmen L\u00facia tamb\u00e9m n\u00e3o verificou ofensa ao princ\u00edpio da isonomia do artigo 852-B, inciso II, inclu\u00eddo pela Lei 9.958\/2000 e questionado na ADI 2160. O dispositivo prev\u00ea que, nas reclama\u00e7\u00f5es enquadradas no procedimento sumar\u00edssimo, n\u00e3o se far\u00e1 cita\u00e7\u00e3o por edital, incumbindo ao autor a correta indica\u00e7\u00e3o do nome e endere\u00e7o do reclamado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Diverg\u00eancia parcial<\/strong><br \/>\nOs ministros Edson Fachin e Rosa Weber divergiram parcialmente da relatora sobre o\u00a0artigo 625-E da CLT, que\u00a0estabelece que o termo de concilia\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00edtulo executivo extrajudicial e ter\u00e1 efic\u00e1cia liberat\u00f3ria geral, exceto quanto \u00e0s parcelas expressamente ressalvadas. Para eles, a express\u00e3o \u201cefic\u00e1cia liberat\u00f3ria geral\u201d \u00e9 inconstitucional.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Estavam na sess\u00e3o os\u00a0ministros Alexandre de Moraes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Marco Aur\u00e9lio Mello e\u00a0Luiz Fux.\u00a0Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello n\u00e3o participaram.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STF.\u00a0<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>ADIs 2.139, 2.160 e 2.237<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Fonte:<\/strong> Consultor Jur\u00eddico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demandas trabalhistas podem ser submetidas ao Poder Judici\u00e1rio antes de serem analisadas por uma comiss\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Assim entendeu o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (1\u00ba\/8), ao confirmar liminar concedida anteriormente sobre a mat\u00e9ria. 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