{"id":7945,"date":"2018-08-08T12:56:47","date_gmt":"2018-08-08T15:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=7945"},"modified":"2018-08-08T12:56:47","modified_gmt":"2018-08-08T15:56:47","slug":"trt-12-aprova-sumulas-sobre-adicional-de-periculosidade-e-hora-extra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/trt-12-aprova-sumulas-sobre-adicional-de-periculosidade-e-hora-extra\/","title":{"rendered":"TRT-12 aprova s\u00famulas sobre adicional de periculosidade e hora extra"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tO Tribunal Regional do Trabalho da 12\u00aa Regi\u00e3o (SC) publicou duas s\u00famulas aprovadas recentemente pela corte. A primeira diz respeito ao tempo gasto pelo empregado para esperar o transporte fornecido pela empresa, o qual n\u00e3o deve ser remunerado.<\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda, garante adicional de periculosidade ao trabalhador exposto em ambiente com armazenamento de subst\u00e2ncias inflam\u00e1veis superior a 200 litros.<\/p>\n<p><strong>S\u00famula 134<\/strong><br \/>\nDe acordo com a S\u00famula 134, o tempo gasto pelo empregado para esperar o transporte fornecido pela empresa n\u00e3o configura tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador e, portanto, n\u00e3o \u00e9 devido o pagamento de horas extras.<\/p>\n<p>Isso porque, nesse per\u00edodo, o trabalhador fica com o seu tempo livre e n\u00e3o est\u00e1 aguardando ou executando ordens, conforme disp\u00f5e o artigo 4\u00ba da CLT.<\/p>\n<p>Mesmo com o tema j\u00e1 superado em fun\u00e7\u00e3o da entrada em vigor da Lei 13.467\/17 (Reforma Trabalhista), que extinguiu as horas in itinere, os desembargadores decidiram publicar a s\u00famula 134 para garantir mais seguran\u00e7a aos julgamentos de demandas anteriores \u00e0 reforma trabalhista.<\/p>\n<p><strong>S\u00famula 135<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 a S\u00famula 135 reconhece que tem direito ao adicional de periculosidade o trabalhador exposto em ambiente com armazenamento de subst\u00e2ncias inflam\u00e1veis superior a 200 litros, nos termos da Norma Regulamentadora (NR) 16 do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Sobre o tema, a diverg\u00eancia girava em torno do reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de risco de empregado exposto a ambiente onde h\u00e1 l\u00edquidos inflam\u00e1veis armazenados. Isso porque a NR 16 especifica a quantidade m\u00ednima de l\u00edquido inflam\u00e1vel para caracterizar periculosidade nas opera\u00e7\u00f5es de transporte, por\u00e9m n\u00e3o estipula um limite para o armazenamento dessas subst\u00e2ncias no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>Diante disso, o desembargador Amarildo Carlos de Lima, relator da proposta, aplicou os mesmos par\u00e2metros utilizados para o transporte de inflam\u00e1veis: 200 litros, conforme item 16.6 da norma. Com a nova s\u00famula, o adicional de periculosidade passa a ser devido ao trabalhador somente quando ultrapassado tal limite. Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRT-12.<\/p>\n<p><strong>Leia as s\u00famulas aprovadas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00daMULA 134<\/strong> &#8211; \u201cTEMPO DE ESPERA PELO TRANSPORTE FORNECIDO PELO EMPREGADOR. HORAS EXTRAORDIN\u00c1RIAS INDEVIDAS. TEMPO \u00c0 DISPOSI\u00c7\u00c3O N\u00c3O CARACTERIZADO. N\u00e3o se configura tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador o tempo despendido pelo empregado quando da espera pelo transporte fornecido pelo empregador, consoante o preconizado no art. 4o da CLT, n\u00e3o havendo falar em pagamento de horas extras em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de espera.\u201d<\/p>\n<p><strong>S\u00daMULA 135<\/strong> &#8211; \u201cADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ARMAZENAMENTO DE INFLAM\u00c1VEL. LIMITE QUANTITATIVO. Aplica-se o limite de 200 (duzentos) litros previsto no item 16.6 da NR 16 da Portaria n.\u00ba 3.214\/1978 do Minist\u00e9rio do Trabalho tamb\u00e9m ao armazenamento de inflam\u00e1veis l\u00edquidos no ambiente de trabalho.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Consultor Jur\u00eddico\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 12\u00aa Regi\u00e3o (SC) publicou duas s\u00famulas aprovadas recentemente pela corte. 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