{"id":8128,"date":"2018-08-22T08:48:48","date_gmt":"2018-08-22T11:48:48","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=8128"},"modified":"2018-08-22T08:48:48","modified_gmt":"2018-08-22T11:48:48","slug":"cnj-publica-recomendacao-no-28-sobre-celebracao-de-convenios-entre-tribunais-de-justica-e-cartorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/cnj-publica-recomendacao-no-28-sobre-celebracao-de-convenios-entre-tribunais-de-justica-e-cartorios\/","title":{"rendered":"CNJ publica Recomenda\u00e7\u00e3o n\u00ba 28 sobre celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios entre tribunais de Justi\u00e7a e cart\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tRECOMENDA\u00c7\u00c3O N. 28, DE 17 DE AGOSTO DE 2018.<\/p>\n<p>Recomenda aos tribunais de justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal a celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios com not\u00e1rios e registradores do Brasil para a instala\u00e7\u00e3o de centros judici\u00e1rios de solu\u00e7\u00e3o de conflitos e cidadania (CEJUSCs).<\/p>\n<p>O CORREGEDOR NACIONAL DA JUSTI\u00c7A, usando de suas atribui\u00e7\u00f5es constitucionais, legais e regimentais e<\/p>\n<p>CONSIDERANDO o poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de normatiza\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio dos atos praticados por seus \u00f3rg\u00e3os (art. 103-B, \u00a7 4\u00ba, I, II e III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a compet\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio de fiscalizar os servi\u00e7os notariais e de registro (arts. 103-B, \u00a7 4\u00ba, I e III, e 236, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a compet\u00eancia da Corregedoria Nacional de Justi\u00e7a de expedir provimentos e outros atos normativos destinados ao aperfei\u00e7oamento das atividades dos servi\u00e7os notariais e de registro (art. 8\u00ba, X, do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justi\u00e7a);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a obriga\u00e7\u00e3o dos not\u00e1rios e registradores de cumprir as normas t\u00e9cnicas estabelecidas pelo Poder Judici\u00e1rio (arts. 37 e 38 da Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a atribui\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a de editar normas pertinentes \u00e0 composi\u00e7\u00e3o e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos centros judici\u00e1rios de solu\u00e7\u00e3o de conflitos e cidadania (art. 165, \u00a7 1\u00ba, do CPC);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a incumb\u00eancia do Conselho Nacional de Justi\u00e7a de consolidar pol\u00edtica p\u00fablica permanente de incentivo e aperfei\u00e7oamento dos mecanismos consensuais de solu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios (Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 125, de 29 de novembro de 2010);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a obrigatoriedade da instala\u00e7\u00e3o de CEJUSCs pelos tribunais, por interm\u00e9dio dos n\u00facleos permanentes de m\u00e9todos consensuais de solu\u00e7\u00e3o de conflitos (NUPEMECs) (arts. 165, caput, do CPC e 4\u00ba, 7\u00ba, IV, e 8\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 125\/2010);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a necessidade de instala\u00e7\u00e3o dos CEJUSCs nos locais onde existam dois ju\u00edzos \u2013 juizados ou varas \u2013 com compet\u00eancia para a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia (art. 8\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 125\/2010);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a facultatividade de instala\u00e7\u00e3o dos CEJUSCs nos locais onde exista um ju\u00edzo \u2013 juizado, vara ou subse\u00e7\u00e3o \u2013 que seja atendido por centro regional ou itinerante (art. 8\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 125\/2010);<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a n\u00e3o instala\u00e7\u00e3o dos CEJUSCs como descumprimento das disposi\u00e7\u00f5es da Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 125\/2010 (arts. 4\u00ba e 8\u00ba, \u00a7 2\u00ba) e do C\u00f3digo de Processo Civil (art. 165); CONSIDERANDO as disposi\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo de Processo Civil, da Lei n. 13.140, de 26 de junho de 2015, e dos Provimentos CN-CNJ n. 67, de 26 de mar\u00e7o de 2018, e 72, de 27 de junho de 2018;<\/p>\n<p>CONSIDERANDO a efetividade da concilia\u00e7\u00e3o e da media\u00e7\u00e3o como instrumentos de pacifica\u00e7\u00e3o social, solu\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios;<\/p>\n<p>CONSIDERANDO as sugest\u00f5es e aquiesc\u00eancia da Comiss\u00e3o de Acesso \u00e0 Justi\u00e7a e Cidadania (CAJC), do Conselho Nacional de Justi\u00e7a,<\/p>\n<p>RESOLVE:<br \/>\nArt. 1\u00ba Recomendar aos tribunais de justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal, por interm\u00e9dio de seus N\u00facleos Permanentes de M\u00e9todos Consensuais de Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos, a celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios com not\u00e1rios e registradores do Brasil para a instala\u00e7\u00e3o de centros judici\u00e1rios de solu\u00e7\u00e3o de conflitos e cidadania nos locais em que ainda n\u00e3o tenham sido implantados.<\/p>\n<p>1\u00ba A celebra\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio de que trata o caput dever\u00e1 ser precedida de estudo preliminar acerca da viabilidade jur\u00eddica, t\u00e9cnica e financeira do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>2\u00ba O estudo pr\u00e9vio referido no par\u00e1grafo anterior dever\u00e1 ser realizado pelos tribunais de justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal, por meio dos NUPEMECs, em conjunto com os not\u00e1rios ou registradores da jurisdi\u00e7\u00e3o a que estiverem vinculados.<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba Firmado termo de conv\u00eanio com base nesta recomenda\u00e7\u00e3o, os tribunais de justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal dever\u00e3o:<\/p>\n<p>I \u2013 encaminhar c\u00f3pia do termo \u00e0 Corregedoria Nacional de Justi\u00e7a, via PJe, para conhecimento e dissemina\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas entre os demais entes da Federa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>II \u2013 manter, em seu site, por interm\u00e9dio dos n\u00facleos permanentes de m\u00e9todos consensuais de solu\u00e7\u00e3o de conflitos, listagem p\u00fablica dos centros judici\u00e1rios de solu\u00e7\u00e3o de conflitos e cidadania instalados mediante conv\u00eanio com os servi\u00e7os notariais e de registro.<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba Os procedimentos de concilia\u00e7\u00e3o e de media\u00e7\u00e3o realizados nos CEJUSCs instalados nos servi\u00e7os notariais e de registro em virtude do conv\u00eanio objeto desta recomenda\u00e7\u00e3o ser\u00e3o fiscalizados pela corregedoria-geral de justi\u00e7a (CGJ) e pelo juiz coordenador do CEJUSC da jurisdi\u00e7\u00e3o a que o servi\u00e7o notarial e de registro estiver vinculado.<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba Aplicar-se-\u00e3o aos centros judici\u00e1rios de solu\u00e7\u00e3o de conflitos e cidadania instalados nos termos desta recomenda\u00e7\u00e3o as disposi\u00e7\u00f5es dos Provimentos CN-CNJ n. 67\/2018 e 72\/2018.<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Esta recomenda\u00e7\u00e3o entra em vigor na data da sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ministro JO\u00c3O OT\u00c1VIO DE NORONHA<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Anoreg-MT\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RECOMENDA\u00c7\u00c3O N. 28, DE 17 DE AGOSTO DE 2018. Recomenda aos tribunais de justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal a celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios com not\u00e1rios e registradores do Brasil para a instala\u00e7\u00e3o de centros judici\u00e1rios de solu\u00e7\u00e3o de conflitos e cidadania (CEJUSCs). 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