{"id":85232,"date":"2023-03-17T11:31:24","date_gmt":"2023-03-17T14:31:24","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=85232"},"modified":"2023-03-17T11:41:32","modified_gmt":"2023-03-17T14:41:32","slug":"anoreg-br-conversa-com-especialistas-sobre-as-estatisticas-de-registro-civil-do-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/anoreg-br-conversa-com-especialistas-sobre-as-estatisticas-de-registro-civil-do-ibge\/","title":{"rendered":"Anoreg\/BR conversa com especialistas sobre as Estat\u00edsticas de Registro Civil do IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2021, segundo ano da pandemia de Covid-19, o n\u00famero de mortes teve um salto e bateu recorde no Brasil, enquanto o de nascimentos continuou em trajet\u00f3ria de queda. As conclus\u00f5es s\u00e3o da pesquisa \u201cEstat\u00edsticas do Registro Civil 2021\u201d, divulgada no m\u00eas passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, que \u00e9 realizada desde 1974, levanta informa\u00e7\u00f5es sobre registros de nascimentos, casamentos e \u00f3bitos no pa\u00eds com a parceria dos cart\u00f3rios de Registro Civil de Pessoas Naturais. A Lei 6015\/73 definiu que as informa\u00e7\u00f5es de nascimentos, casamentos e \u00f3bitos registrados deveriam ser enviadas ao IBGE pelos cart\u00f3rios de Registro Civil de Pessoas Naturais com periodicidade trimestral.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Kl\u00edvia Brayner, gerente de pesquisa do IBGE, \u201ca possibilidade de envio das informa\u00e7\u00f5es por meio eletr\u00f4nico e o aperfei\u00e7oamento dos mecanismos de controle de qualidade dos registros coletados possibilitou que atualmente a pesquisa seja uma importante fonte de dados em rela\u00e7\u00e3o aos fatos vitais registrados no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Kl\u00edvia esclarece que a pesquisa divulga os totais de \u00f3bitos registrados, sem identificar a causa dos mesmos. \u201cAssim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, a partir dos dados da Pesquisa Estat\u00edsticas do Registro Civil, mensurar quantos registros de \u00f3bitos se referem \u00e0 Covid-19, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel dimensionar o impacto da epidemia por meio das expressivas varia\u00e7\u00f5es ocorridas nesses registros nos anos de ocorr\u00eancia da mesma\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00d3BITOS T\u00caM ALTA DE 18%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de \u00f3bitos ocorridos no segundo ano da pandemia chegou a 1.786.347 no pa\u00eds. Houve alta de 18% (quase 272,8 mil a mais) em rela\u00e7\u00e3o a 2020 (1.513.575), j\u00e1 em 2019, antes da crise sanit\u00e1ria, os \u00f3bitos haviam somado 1.317.292. O n\u00famero de \u00f3bitos de 2021 superou a popula\u00e7\u00e3o estimada \u00e0 \u00e9poca pelo IBGE para um munic\u00edpio do porte de Recife (1,661 milh\u00e3o de habitantes).<\/p>\n\n\n\n<p>Kl\u00edvia Brayner pontua que \u201ca pesquisa do IBGE mostra que houve um aumento expressivo no n\u00famero de \u00f3bitos a partir de mar\u00e7o de 2020 e posteriormente uma diminui\u00e7\u00e3o no segundo semestre de 2021, mostrando como a epidemia afetou o comportamento e a evolu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos no pa\u00eds. Em rela\u00e7\u00e3o aos registros de nascimentos, houve uma redu\u00e7\u00e3o em 2021, mas inferior a observada em 2020\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"524\" src=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-obitos-por-local-de-ocorrencia-2021-1024x524-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-85233\" srcset=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-obitos-por-local-de-ocorrencia-2021-1024x524-1.png 1024w, https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-obitos-por-local-de-ocorrencia-2021-1024x524-1-300x154.png 300w, https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-obitos-por-local-de-ocorrencia-2021-1024x524-1-768x393.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2021 houve 202,5 mil registros, 77,8% que o mesmo per\u00edodo de 2020. A partir de julho de 2021, observou-se uma tend\u00eancia de queda. De setembro em diante, o n\u00famero de mortes passou a cair na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Kl\u00edvia explica que \u201cno per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia, de 2010 a 2019, o crescimento m\u00e9dio anual de \u00f3bitos foi de 1,8%. Em 2020, esse crescimento foi de quase 15%, quando comparado ao ano anterior, e com a continuidade da pandemia especialmente no 1\u00ba semestre de 2021, o n\u00famero de \u00f3bitos em 2021 alcan\u00e7ou aumento superior ao observado em 2020\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a professora do Departamento de Obstetr\u00edcia e Ginecologia da Unicamp, professora Maria Jos\u00e9 Osis, a pandemia da Covid-19 \u00e9 um dos fatores que explicam o recorde no n\u00famero de \u00f3bitos em 2021, mas n\u00e3o o \u00fanico. Segundo ela, \u201coutros fatores que podem estar contribuindo para o aumento da mortalidade s\u00e3o as doen\u00e7as cr\u00f4nicas, a viol\u00eancia, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a falta de investimentos em pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade e seguran\u00e7a causando a falta de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade adequados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria explica que \u201ca falta de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade influencia diretamente a mortalidade no Brasil, principalmente para aqueles que vivem em regi\u00f5es mais pobres e carentes de recursos\u201d. Segundo ela \u201ca falta de acesso a exames preventivos, tratamentos e medicamentos pode levar a um diagn\u00f3stico tardio e agravamento de doen\u00e7as\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NASCIMENTOS T\u00caM BAIXA DE 1,6%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil registrou, em 2021, o terceiro ano seguido de queda no n\u00famero de nascimentos, com recuo de 1,6%. O ritmo de retra\u00e7\u00e3o foi inferior ao de 2020 (-4,7%) e ao de 2019 (-3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o n\u00famero de crian\u00e7as nascidas e registradas foi de 2.635.854, uma diferen\u00e7a de 43.138 crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a 2020. Foi o menor total de nascimentos da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o nos nascimentos em 2021 ocorre depois de uma queda expressiva no primeiro ano da pandemia (-4,7%), que tinha sido a maior desde 2016 (-5,1%), quando o pa\u00eds enfrentou epidemia de zika, que fez mulheres adiarem ou suspenderem os planos de ter filhos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"506\" src=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-nascidos-vivos-por-idade-da-mae-no-parto-2021-1024x506-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-85234\" srcset=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-nascidos-vivos-por-idade-da-mae-no-parto-2021-1024x506-1.png 1024w, https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-nascidos-vivos-por-idade-da-mae-no-parto-2021-1024x506-1-300x148.png 300w, https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/percentual-de-nascidos-vivos-por-idade-da-mae-no-parto-2021-1024x506-1-768x380.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Kl\u00edvia Brayner, \u201ca queda pelo terceiro ano consecutivo parece estar associada \u00e0 queda da natalidade e da fecundidade no pa\u00eds, j\u00e1 sinalizadas pelos \u00faltimos Censos Demogr\u00e1ficos\u201d. A gerente de pesquisa IBGE afirma ainda que \u201coutra hip\u00f3tese que pode ser levantada \u00e9 que a pandemia tenha gerado inseguran\u00e7a entre os casais, fazendo com que a decis\u00e3o pela gravidez tenha sido adiada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora do Departamento de Obstetr\u00edcia e Ginecologia da Unicamp, professora Maria Jos\u00e9 Osis, explica que essa tend\u00eancia de alta na mortalidade e queda na taxa de nascimentos \u201cpode afetar negativamente a sociedade brasileira a longo prazo, j\u00e1 que a queda na natalidade e o aumento da mortalidade impactam diretamente no desenvolvimento econ\u00f4mico e social do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No resultado m\u00eas a m\u00eas, a m\u00e9dia de nascimentos foi de 219.654. O maior volume de crian\u00e7as registradas foi nos meses de mar\u00e7o (238.997) e maio (237.354).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os anos de 2020 e 2021, a queda nos registros de nascimento foi superior \u00e0 m\u00e9dia nacional nas Regi\u00f5es Sudeste (-4,0%) e Sul (-3,1%), e inferior na Centro-Oeste (-1,1%). Nas Regi\u00f5es Norte e Nordeste houve aumento no n\u00famero de registros realizados de 4,3% e 0,1%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se considera as unidades da Federa\u00e7\u00e3o, o Amap\u00e1 foi o que teve o maior aumento (9,1%), seguido por Amazonas (6,0%), Par\u00e1 (5,0%) e Acre (4,5%). As maiores redu\u00e7\u00f5es, por outro lado, foram em S\u00e3o Paulo (-4,9%), Rio Grande do Sul (-4,6%) e Rio de Janeiro (-4,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa do IBGE mostra, ainda, a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de registros de nascidos vivos a cada mil mulheres em idade f\u00e9rtil (15 a 49 anos) em duas d\u00e9cadas. Em 2001, o n\u00famero era de 56,4 e caiu para 45,6 em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise por regi\u00f5es, o Norte do pa\u00eds \u00e9 o \u00fanico em que esse n\u00famero permanece acima dos 50. Era de 57,7 nascimentos a cada mil mulheres em 2001 e caiu para 53,2 em 2021. A regi\u00e3o Sudeste, por sua vez, \u00e9 a que tem a menor rela\u00e7\u00e3o: 42,6 nascimentos a cada mil mulheres (era de 56,3 em 2001).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CASAMENTOS SOBEM 23,2%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de registrarem no primeiro ano da pandemia a maior queda desde os anos 1970, os casamentos voltaram a avan\u00e7ar no pa\u00eds em 2021. Foram registrados 932,5 mil casamentos em 2021, com alta de 23,2%. Foram 175.323 casamentos a mais em rela\u00e7\u00e3o a 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da recupera\u00e7\u00e3o, o aumento n\u00e3o chegou a compensar toda a perda de 2020 (-26,1%) e o n\u00famero anual de casamentos ainda n\u00e3o retornou ao patamar pr\u00e9-pandemia. Entre 2015 e 2019, a m\u00e9dia anual de casamentos foi de 1,076 milh\u00e3o de casamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A gerente de pesquisa IBGE, Kl\u00edvia Brayner, acredita que \u201co decr\u00e9scimo nos registros, em 2020, parece ter estreita rela\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio de pandemia pelo coronav\u00edrus, configurado a partir de mar\u00e7o\u201d. Segundo ela, \u201cdentre as poss\u00edveis causas dessa redu\u00e7\u00e3o devem ser consideradas as orienta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias de distanciamento social, que inviabilizaram a realiza\u00e7\u00e3o de cerimoniais e fizeram com que muitos casais adiassem a decis\u00e3o pelo casamento\u201d. Brayner afirma ainda que \u201cem 2021, o cen\u00e1rio mais est\u00e1vel pode ter incentivado a retomada na realiza\u00e7\u00e3o de casamentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise regional, todas as grandes regi\u00f5es assinalaram aumento no n\u00famero de casamentos civis registrados em cart\u00f3rio. Os destaques foram as regi\u00f5es Nordeste (27,8%) e Sudeste (23,6%), que tiveram aumentos superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional (23,2%).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"752\" height=\"452\" src=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/0000.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-85235\" srcset=\"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/0000.png 752w, https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/0000-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 752px) 100vw, 752px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O IBGE tamb\u00e9m levanta os dados de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em 2021, houve 9.202 desses casamentos, com um aumento de 43,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2020 (6.433). O crescimento mais expressivo nos casamentos entre mulheres \u2013 de 45%, para 5.602 \u2013 que naqueles entre homens \u2013 de 40,1%, para 3.600. Apesar da expans\u00e3o significativa, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo representam menos de 1% do total de casamentos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DIV\u00d3RCIOS CRESCEM 16,8%<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os div\u00f3rcios judiciais ou extrajudiciais tamb\u00e9m aumentaram no segundo ano da pandemia, de acordo com a pesquisa do IBGE. Em 2021, o n\u00famero de casamentos encerrados chegou a 386,8 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O total representou um alta de 16,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2020 \u2013 uma diferen\u00e7a de 55,6 mil div\u00f3rcios -, a maior varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior desde 2011 (quando tinha sido de 45,4%). O indicador considera tanto os div\u00f3rcios judiciais concedidos em 1\u00aa inst\u00e2ncia ou aqueles por escrituras extrajudiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Kl\u00edvia Brayner explica que a an\u00e1lise dos dados dos div\u00f3rcios precisa ser feita com cautela, pois \u201co IBGE vem enfrentado dificuldades na coleta dos div\u00f3rcios concedidos na esfera judicial, conforme consta em nota t\u00e9cnica divulgada pelo Instituto\u201d. A gerente de pesquisa IBGE explica ainda que \u201cna esfera judicial somente coletamos os div\u00f3rcios que j\u00e1 possuem a senten\u00e7a concess\u00f3ria do div\u00f3rcio\u201d, e acrescenta que \u201ca partir da Lei 11.441\/2007 passamos a coletar, tamb\u00e9m, os div\u00f3rcios consensuais realizados na esfera administrativa por meio de escritura p\u00fablica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise regional, as regi\u00f5es Norte e Nordeste apresentaram as maiores varia\u00e7\u00f5es, com aumentos de div\u00f3rcios de 25,5% e 16,3%, respectivamente, entre 2020 e 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aumento do n\u00famero de div\u00f3rcios, avan\u00e7ou a chamada taxa geral de div\u00f3rcios, que \u00e9 o n\u00famero em rela\u00e7\u00e3o a cada mil pessoas de 20 anos ou mais na popula\u00e7\u00e3o. O indicador subiu de 2,15 em 2020 para 2,49 em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Em m\u00e9dia, os homens se divorciaram em idades mais avan\u00e7adas que as mulheres. Em 2021, na data do div\u00f3rcio, os homens tinham, em m\u00e9dia, 43,6 anos, enquanto as mulheres, 40,6 anos de idade. A mesma diferen\u00e7a entre as idades de homens e mulheres ao se divorciarem foi observada em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, em 2010, o tempo m\u00e9dio entre a data do casamento e a data da senten\u00e7a ou escritura do div\u00f3rcio era de cerca de 16 anos. Em 2021, houve uma diminui\u00e7\u00e3o do tempo do casamento para 13,6 anos. Nas grandes regi\u00f5es, esse tempo m\u00e9dio variou entre 15 a 17 anos em 2010 e entre 12 a 15 anos em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros de 2021 de div\u00f3rcios tamb\u00e9m apontaram a manuten\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de aumento da propor\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcios com guarda dos filhos menores de idade. Essa parcela, que era de 7,5% em 2014, subiu para 34,5% em 2021. Em 2020, era de 31,3%. Esse aumento vem ocorrendo desde 2014, quando a Lei n\u00ba 13.058 passou a priorizar essa modalidade em div\u00f3rcios entre casais com filhos menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a mulher \u00e9 a respons\u00e1vel pela guarda dos filhos na maioria dos div\u00f3rcios: 54,2% em 2021, ante 57,3% em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o psic\u00f3logo e especialista em terapia de casal, Jos\u00e9 Roberto de Moraes, \u201co aumento no n\u00famero de div\u00f3rcios em 2021 pode ser explicado por diversos fatores, incluindo o estresse causado pela pandemia, o conv\u00edvio constante em isolamento social, a sobrecarga de tarefas dom\u00e9sticas e profissionais, al\u00e9m das dificuldades financeiras enfrentadas por muitas fam\u00edlias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o especialista, \u201cdurante a pandemia, casais enfrentaram diversos desafios, como o aumento do estresse e da ansiedade, a falta de privacidade, a sobrecarga de trabalho, a dificuldade de manter a rotina e a conex\u00e3o emocional, al\u00e9m da tens\u00e3o gerada pelo medo da contamina\u00e7\u00e3o pela Covid-19\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/anoreg-br-conversa-com-especialistas-sobre-as-estatisticas-de-registro-civil-do-ibge\/\">Anoreg\/BR<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/anoreg-br-conversa-com-especialistas-sobre-as-estatisticas-de-registro-civil-do-ibge\/attachment\/0000\/\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/anoreg-br-conversa-com-especialistas-sobre-as-estatisticas-de-registro-civil-do-ibge\/percentual-de-nascidos-vivos-por-idade-da-mae-no-parto-2021\/\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2021, segundo ano da pandemia de Covid-19, o n\u00famero de mortes teve um salto e bateu recorde no Brasil, enquanto o de nascimentos continuou em trajet\u00f3ria de queda. 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