{"id":85477,"date":"2023-04-28T14:58:23","date_gmt":"2023-04-28T17:58:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=85477"},"modified":"2023-04-28T14:58:25","modified_gmt":"2023-04-28T17:58:25","slug":"stj-alteracao-do-regime-de-bens-do-casamento-produz-efeitos-retroativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/stj-alteracao-do-regime-de-bens-do-casamento-produz-efeitos-retroativos\/","title":{"rendered":"STJ: altera\u00e7\u00e3o do regime de bens do casamento produz efeitos retroativos"},"content":{"rendered":"\n<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 STJ determinou que a altera\u00e7\u00e3o do regime de bens do casamento produz efeitos retroativos, ou seja, tem efic\u00e1cia ex tunc.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Raul Ara\u00fajo, considerou que as partes estavam voluntariamente casadas no regime de separa\u00e7\u00e3o e, valendo-se da autonomia da vontade, pediram a altera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s anos de conviv\u00eancia com o objetivo de ampliar a uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele destacou que a altera\u00e7\u00e3o para comunh\u00e3o universal dificilmente ter\u00e1 preju\u00edzos a terceiros, j\u00e1 que o casamento se fortalece com o novo regime adotado e todos os bens passam a ensejar penhora por eventuais credores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, a retroatividade deve ser admitida se for ben\u00e9fica para a coletividade, n\u00e3o prejudicar terceiros e nem produzir desequil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em quest\u00e3o, um casal procurou a Justi\u00e7a com um pedido de modifica\u00e7\u00e3o do regime de bens de separa\u00e7\u00e3o total para comunh\u00e3o universal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois alegavam que o regime n\u00e3o mais atende aos seus interesses, j\u00e1 que a rela\u00e7\u00e3o se consolidou e ambos constru\u00edram o patrim\u00f4nio juntos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas inst\u00e2ncias de origem, entendeu-se que a altera\u00e7\u00e3o do regime de bens deferida possui efic\u00e1cia a partir do tr\u00e2nsito em julgado, com efeitos ex nunc.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta decis\u00e3o o casal recorreu ao STJ, apontando viola\u00e7\u00e3o do artigo 1.667 do C\u00f3digo Civil, bem como diverg\u00eancia jurisprudencial, argumentando que a modifica\u00e7\u00e3o do regime de bens deve produzir efeitos ex tunc.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, foi pedido o provimento do recurso especial, determinando que o regime da comunh\u00e3o universal de bens adotado pelas partes retroaja \u00e0 data do casamento.<\/p>\n\n\n\n<p><em>REsp 1.671.422<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/noticias\/10726\/STJ%3A+altera%C3%A7%C3%A3o+do+regime+de+bens+do+casamento+produz+efeitos+retroativos\">IBDFAM<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 STJ determinou que a altera\u00e7\u00e3o do regime de bens do casamento produz efeitos retroativos, ou seja, tem efic\u00e1cia ex tunc. O relator, ministro Raul Ara\u00fajo, considerou que as partes estavam voluntariamente casadas no regime de separa\u00e7\u00e3o e, valendo-se da autonomia da vontade, pediram a altera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85478,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[55,47],"tags":[],"class_list":["post-85477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85477"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85479,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85477\/revisions\/85479"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}