{"id":85491,"date":"2023-05-03T08:58:56","date_gmt":"2023-05-03T11:58:56","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=85491"},"modified":"2023-05-03T08:58:58","modified_gmt":"2023-05-03T11:58:58","slug":"foto-em-rede-social-e-depoimentos-testemunhais-comprovam-uniao-estavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/foto-em-rede-social-e-depoimentos-testemunhais-comprovam-uniao-estavel\/","title":{"rendered":"Foto em rede social e depoimentos testemunhais comprovam uni\u00e3o est\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n<p>Com o entendimento de que foto em rede social somada a depoimentos de testemunhas comprovariam o v\u00ednculo de mais de dois anos de mulher com segurado falecido, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o restabelecimento de pens\u00e3o por morte a uma manipuladora de pescados de 60 anos de idade, residente no munic\u00edpio de Navegantes (SC). A pens\u00e3o havia sido suspensa pelo INSS sob o argumento de aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel. A decis\u00e3o foi proferida por unanimidade pela 9\u00aa Turma da corte em 20\/4.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela mulher em 2020. Ela narrou que o companheiro faleceu em 2017, em um acidente de moto, e que o INSS concedeu a pens\u00e3o por apenas quatro meses. No processo, a autora solicitou o restabelecimento do benef\u00edcio, apresentando documentos que demonstrariam a exist\u00eancia de uni\u00e3o est\u00e1vel com o segurado por per\u00edodo superior a dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A 4\u00aa Vara Federal de Itaja\u00ed (SC) negou o pedido e a mulher recorreu ao TRF4. Na apela\u00e7\u00e3o, a autora sustentou ter direito ao recebimento da pens\u00e3o por morte de forma vital\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>A 9\u00aa Turma deu provimento ao recurso. O relator, desembargador Paulo Afonso Brum Vaz, considerou foto em rede social publicada pelo segurado, juntamente com depoimentos de testemunhas, como comprovante da uni\u00e3o est\u00e1vel superior a dois anos, determinando o restabelecimento da pens\u00e3o desde a data de cancelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Brum Vaz frisou que \u201cal\u00e9m do in\u00edcio de prova material colacionado aos autos, as testemunhas ouvidas na justifica\u00e7\u00e3o administrativa asseveraram que o v\u00ednculo se iniciara em junho de 2015, mais de dois anos antes do falecimento do segurado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, ele destacou que \u201ca foto da autora, publicada em rede social do segurado em junho de 2015 e certificada em ata notarial, cuja efic\u00e1cia probat\u00f3ria vem respaldada no artigo 384 do CPC, n\u00e3o deixa d\u00favidas de que tal uni\u00e3o j\u00e1 existia desde ent\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSendo assim, \u00e9 de rigor o restabelecimento do benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte desde o indevido cancelamento em junho de 2017, devendo ter car\u00e1ter vital\u00edcio em face da idade da demandante superar 44 anos de idade na \u00e9poca do \u00f3bito do segurado\u201d, ele concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=noticia_visualizar&amp;id_noticia=26952\">TRF4<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o entendimento de que foto em rede social somada a depoimentos de testemunhas comprovariam o v\u00ednculo de mais de dois anos de mulher com segurado falecido, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o restabelecimento de pens\u00e3o por morte a uma manipuladora de pescados de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85492,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[55,47],"tags":[],"class_list":["post-85491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85491"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85491"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85491\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85493,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85491\/revisions\/85493"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}