{"id":8625,"date":"2018-11-13T16:50:35","date_gmt":"2018-11-13T18:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=8625"},"modified":"2018-11-13T16:50:35","modified_gmt":"2018-11-13T18:50:35","slug":"clausula-que-condiciona-salario-profissional-ao-tempo-de-experiencia-nao-fere-isonomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/clausula-que-condiciona-salario-profissional-ao-tempo-de-experiencia-nao-fere-isonomia\/","title":{"rendered":"Cl\u00e1usula que condiciona sal\u00e1rio profissional ao tempo de experi\u00eancia n\u00e3o fere isonomia"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tA Se\u00e7\u00e3o Especializada em Diss\u00eddios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a validade de cl\u00e1usula coletiva que prev\u00ea o pagamento do sal\u00e1rio profissional apenas aos empregados com um ano de experi\u00eancia ou mais. Segundo a relatora, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, a cl\u00e1usula n\u00e3o extrapola os limites da autonomia coletiva.<\/p>\n<h3>Sal\u00e1rio profissional<\/h3>\n<p>A previs\u00e3o consta da conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho (CCT) assinada entre a Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado do Par\u00e1 (Fecom\u00e9rcio), o Sindicato do Com\u00e9rcio Varejista dos Munic\u00edpios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa B\u00e1rbara, a Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores no Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os dos Estados do Par\u00e1 e Amap\u00e1 (Fetracom) e o Sindicato dos Empregados no Com\u00e9rcio do Estado do Par\u00e1. A cl\u00e1usula restringe o pagamento do sal\u00e1rio profissional aos empregados que possu\u00edrem pelo menos um ano de experi\u00eancia na mesma especialidade e no mesmo ramo de neg\u00f3cio e que percebam apenas o sal\u00e1rio fixo.<\/p>\n<h3>Diferencia\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o (PA-AP) julgou procedente a a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e declarou a nulidade da cl\u00e1usula.<\/p>\n<p>No recurso de revista, as entidades representantes dos empregadores sustentaram que as partes n\u00e3o estabeleceram piso salarial, mas sal\u00e1rio profissional de uma categoria \u201cque sequer possui sal\u00e1rio previsto em lei\u201d. Entre outros argumentos, afirmaram que a diferencia\u00e7\u00e3o para empregados com maior experi\u00eancia na profiss\u00e3o, por analogia, \u201cseria um adicional por tempo de servi\u00e7o\u201d, o que n\u00e3o causa preju\u00edzos nem cria distin\u00e7\u00f5es salariais.<\/p>\n<h3>Autonomia<\/h3>\n<p>Para a ministra K\u00e1tia Arruda, a previs\u00e3o da cl\u00e1usula n\u00e3o tem conte\u00fado discriminat\u00f3rio, uma vez que n\u00e3o cria crit\u00e9rios de diferencia\u00e7\u00e3o sem justificativa, como distin\u00e7\u00e3o de sexo, nacionalidade, idade, religi\u00e3o, ra\u00e7a ou opini\u00e3o. Segundo a ministra, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 desrespeito ao princ\u00edpio da isonomia porque a regra n\u00e3o cria pisos salariais diferenciados para os egados nas mesmas condi\u00e7\u00f5es. Desse modo, deve prevalecer o reconhecimento da cl\u00e1usula estabelecida livremente pelos sindicatos em negocia\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime, com ressalvas de fundamenta\u00e7\u00e3o da relatora e do ministro Mauricio Godinho Delgado.<\/p>\n<p>(LT\/CF)<\/p>\n<p>Processo: RO-13-59.2017.5.08.0000<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Tribunal Superior do Trabalho\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Se\u00e7\u00e3o Especializada em Diss\u00eddios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a validade de cl\u00e1usula coletiva que prev\u00ea o pagamento do sal\u00e1rio profissional apenas aos empregados com um ano de experi\u00eancia ou mais. Segundo a relatora, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, a cl\u00e1usula n\u00e3o extrapola os limites da autonomia coletiva. 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