{"id":89778,"date":"2025-12-17T16:32:52","date_gmt":"2025-12-17T19:32:52","guid":{"rendered":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/?p=89778"},"modified":"2025-12-17T16:32:52","modified_gmt":"2025-12-17T19:32:52","slug":"projeto-cartorio-acolhedor-e-lancado-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnr.org.br\/site\/projeto-cartorio-acolhedor-e-lancado-em-curitiba\/","title":{"rendered":"Projeto \u201cCart\u00f3rio Acolhedor\u201d \u00e9 lan\u00e7ado em Curitiba\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima quinta-feira, dia 11 de dezembro, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1 (TJPR) e a Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Estado do Paran\u00e1 (Anoreg\/PR) realizaram um ato simb\u00f3lico para registrar o in\u00edcio das atividades do projeto \u201cCart\u00f3rio Acolhedor\u201d, na Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Curitiba. A iniciativa tem o objetivo de promover a reintegra\u00e7\u00e3o social e o ambiente inclusivo para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, por meio de oportunidades de emprego, est\u00e1gio e capacita\u00e7\u00e3o profissional nas serventias do estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta pela Corregedoria da Justi\u00e7a, em parceria da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar&nbsp;(Cevid) do TJPR, a partir de um evento que tratou da import\u00e2ncia&nbsp;do&nbsp;Foro Extrajudicial participar do enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar no pa\u00eds.&nbsp; \u201cN\u00f3s tivemos a iniciativa de procurar a Anoreg Paran\u00e1, e em conjunto, pensamos em come\u00e7ar a atuar numa pol\u00edtica p\u00fablica que trate a quest\u00e3o da empregabilidade das mulheres que sofrem com a viol\u00eancia\u201d, explicou a corregedora da Justi\u00e7a, desembargadora Ana L\u00facia Louren\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a cartor\u00e1ria e vice-presidente do SINOREG\/PR, Nara\u00a0Dariane\u00a0Dors, a parceria tem um grande potencial diante da representatividade dos cart\u00f3rios nas cidades paranaenses. \u201cOs cart\u00f3rios t\u00eam uma capilaridade muito grande, eles est\u00e3o presentes em todos os munic\u00edpios e s\u00e3o um espa\u00e7o de acolhimento. Essas mulheres chegam ao cart\u00f3rio de uma maneira muito mais f\u00e1cil do que chegam a um juiz, a um promotor, ou at\u00e9 a um advogado. \u00c9 um ambiente mais f\u00e1cil para aproxima\u00e7\u00e3o e a chance de existir uma vaga em qualquer canto do Paran\u00e1 amplia-se bastante\u201d, destacou a cartor\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quebra do ciclo de viol\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste primeiro momento o projeto \u201cCart\u00f3rio Acolhedor\u201d funcionar\u00e1, em car\u00e1ter piloto, em Curitiba e regi\u00e3o metropolitana. O cadastro das mulheres interessadas em buscar uma dessas vagas ser\u00e1 feito pelo site:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cartorioacolhedor.com.br\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">www.cartorioacolhedor.com.br<\/a>. O mesmo portal ser\u00e1 usado para os cartor\u00e1rios inscreverem as vagas dispon\u00edveis, ser\u00e3o eles os encarregados de fazerem o contato para marcar as entrevistas de emprego.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Diretora de Pol\u00edticas para as Mulheres da Secretaria Municipal da Mulher, Aline&nbsp;Betenheuser, a a\u00e7\u00e3o representa um passo importante para quebrar o ciclo de viol\u00eancia em que muitas mulheres se encontram.&nbsp; \u201cQuanto mais independ\u00eancia financeira a gente der, mais livre da viol\u00eancia elas v\u00e3o estar. Menos medo de sofrer a viol\u00eancia elas v\u00e3o ter. Ent\u00e3o o fortalecimento, o resgate dessa vida e a manuten\u00e7\u00e3o desse emprego dela \u00e9 algo que faz com que a gente avance ainda mais nas pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta \u00e9 que o projeto seja amplamente divulgado, principalmente em institui\u00e7\u00f5es que integrem a rede de apoio. \u00c9 o caso da Casa da Mulher Brasileira, que centraliza o atendimento integral e humanizado a mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, oferecendo apoio jur\u00eddico, psicossocial, acolhimento, delegacia especializada, entre v\u00e1rios outros servi\u00e7os. \u201cCome\u00e7ar esse projeto-piloto dentro da Casa da Mulher Brasileira \u00e9 muito significativo. A oportunidade dessas mulheres que sofreram situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica serem acolhidas num cart\u00f3rio \u00e9 muito importante, traz dignidade, cidadania e a possibilidade do recome\u00e7o para essa mulher\u201d, destacou a diretora da CMB de Curitiba, Sandra Praddo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a&nbsp;ju\u00edza&nbsp;Camila&nbsp;de Britto Formolo, titular do 3\u00ba Juizado de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e familiar contra a Mulher, o projeto \u00e9 fundamental para que as v\u00edtimas desse tipo de crime possam super\u00e1-lo. \u201cAs v\u00edtimas que comparecem aqui, muitas delas&nbsp;v\u00eam&nbsp;solicitar uma desist\u00eancia das medidas protetivas justamente pelo fato da depend\u00eancia econ\u00f4mica e financeira com o agressor. Por isso, oferecer a ela uma oportunidade de trabalho, um emprego digno, com sal\u00e1rio justo, contribuir\u00e1 para que a gente possa cessar essa viol\u00eancia e at\u00e9 tirar essa mulher do n\u00facleo familiar\u201d, afirmou a magistrada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presen\u00e7as&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Participaram do evento realizado na Casa da Mulher Brasileira de Curitiba: a corregedora de Justi\u00e7a, desembargadora\u00a0Ana L\u00facia Louren\u00e7o;\u00a0a\u00a0diretora de Pol\u00edticas para as Mulheres da Secretaria Municipal da Mulher, Aline\u00a0Betenheuser; a diretora da CMB de Curitiba, Sandra Praddo; o presidente da\u00a0Associa\u00e7\u00e3o dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Paran\u00e1\u00a0(Arpen-PR), C\u00e9sar Augusto de Mello; o presidente\u00a0Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Estado do Paran\u00e1 (Anoreg\/PR), Mateus Afonso da Silva;\u00a0o juiz auxiliar da Corregedoria de Justi\u00e7a, Marcos\u00a0Antonio\u00a0da Cunha Ara\u00fajo; a ju\u00edza\u00a0titular do 3\u00ba Juizado de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e familiar contra a Mulher, Camila de Britto Formolo;\u00a0a cartor\u00e1ria e Vice-presidente do SINOREG\/PR, Nara\u00a0Dariane\u00a0Dors;\u00a0a servidora da Corregedoria da Justi\u00e7a,\u00a0Liciane\u00a0Junia\u00a0Baltazar;\u00a0e\u00a0as servidoras integrantes da\u00a0Cevid\u00a0do TJPR, Bruna Rosa, Lu\u00edsa Maria Haddad\u00a0e\u00a0Adriana\u00a0Stall.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima quinta-feira, dia 11 de dezembro, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1 (TJPR) e a Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Estado do Paran\u00e1 (Anoreg\/PR) realizaram um ato simb\u00f3lico para registrar o in\u00edcio das atividades do projeto \u201cCart\u00f3rio Acolhedor\u201d, na Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Curitiba. 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