O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, em 7 e 8 de outubro, o III Seminário Nacional de Estágio, evento com formato híbrido focado nas empresas públicas e privadas, estudantes e instituições de ensino superior. Na abertura dos debates, a subprocuradora-geral do Trabalho Daniela de Morais do Monte Varandas, que representou a procuradora-geral do Trabalho em exercício, Teresa Basteiro, falou sobre o tema “Estágio, inovação e competências para um mundo em transformação”, destacando a velocidade com que as mudanças acontecem.
“As transformações proporcionadas pelos avanços tecnológicos, Inteligência Artificial e novas formas de organização do trabalho estão mudando as profissões e as competências exigidas de quem está entrando no mundo do trabalho”, afirmou. Segundo ela, mais do que uma porta de entrada para o mercado laboral, o estágio deve ser uma experiência de formação, um espaço onde o estudante possa aprender com a prática, receber orientações, desenvolver autonomia e adquirir segurança para vida profissional.
Além de painéis sobre assuntos ligados ao mundo do estágio, o seminário contou com realização de dois minicursos. O primeiro abordou os impactos da Inteligência Artificial na formação profissional, os novos desafios da aprendizagem e as competências humanas que serão essenciais no mundo do trabalho. Já o segundo minicurso discutiu a política de remuneração do estágio conforme a lei, quais os valores são aceitáveis e quais as parcelas a que o estagiário tem direito.
Organizado pelo coordenador nacional de Estágio do MPT, Francisco Gérson Marques de Lima, o seminário teve a participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho Sérgio Pinto Martins, que apresentou a palestra magna e falou sobre a legislação que rege o estágio, além do ouvidor substituto do MPT, André Royer Spies, e das professoras Carolina Quixadá, da Universidade de Fortaleza (Unifor), e Ozilea Menezes, da Universidade Federal do Ceará (UFC), instituições parceiras na realização do evento.