Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Ministro Luiz Fux (STF) profere palestra no encerramento da Concart 2018

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux abriu o jantar de encerramento com palestra a respeito da desjudicialização durante a Conferência Nacional dos Cartórios 2018 (Concart), organizada pela Confederação Nacional de Notários e Registradores (CNR), nos dias 26 e 27 de abril em Foz do Iguaçu.

Luiz Fux destacou que os ordenamentos jurídicos vêm criando critérios objetivos de desjudicialização. “O direito mais simples e mais eficiente é o melhor caminho. Algumas características dessa eficiência vêm traçadas pela análise econômica do direito em geral. Que esse Direito tenha estratégia e seja eficiente tal qual a economia, que é uma ciência mais empírica. Assim hoje, o direito tem caminhado sobre esse ângulo, de acordo com as Escolas de Chicaco e Sorbone, desenvolveu-se estudos sobre esses temas, da economia normativa e do direito econômico”, salientou.

Sobre direito notarial e análise econômica, enfatizou os instrumentos que convergem para reforçar esse direito. “A duração razoável de processos, a tutela dos créditos, e agora, a mediação e conciliação, servem de parâmetro para o Banco Mundial levar em consideração quanto tempo leva para um país para resolver seus conflitos. É pela análise desses fatores que demonstram quão desenvolvido ele é ”, afirmou. Para o ministro, a justiça tem de trazer soluções rápidas, caso não aconteça leva o cidadão a fazer justiça com suas próprias mãos. “A desjudicialização tem contribuído para que esse prazo seja mais efetivo. Há razões para essas patologias institucionais. O número de recursos que se julgam no Brasil é enorme. O Poder Judiciário é responsável por esse número. A desjudicialização colabora para reduzir esse prazo de litigiosidade desenfreada e os notários e registradores contribuem para essa solução “, defendeu.

O ministro recordou, ainda, que o novo Código de Processo Civil admite a usucapião extrajudicial. Para ele, foi um grande avanço e que hoje é realizado pelos cartórios quando há consenso, sobrevindo a consolidação da propriedade. “Recordo, da mesma forma, a retificação e remarcação de terras, na questão da cidadania, a paternidade socioafetiva, bem como a modificação dos nomes das pessoas, dentro do princípio da dignidade das pessoas humanas, como resolveu o Supremo Tribunal Federal. Todos atos realizados pelos notários e registradores”, enfatizou.

Quanto à tutela dos créditos, Luiz Fux comentou que a atividade notarial apresenta incríveis soluções contra fraudes. “A aquisição de bens por terceiros, se já há ônus judicial, a aquisição se dá dentro do processo, há alienação realizada pelo notário investido em sua fé pública. E a respeito da ata notarial, lavrada no Cartorio, o tabelião verifica o que ele viu e ouviu e este documento vem dotado com forca de título executivo extrajudicial para defender o direito nele investido “, ponderou.
Para encerrar, após narrar alguns casos que defendeu enquanto juiz no Rio de Janeiro, reafirmou que a desjudicializaçao e a denegação dessas atividades para os notários contribui para o Judiciário, vem desafogar a justiça e exacerbar o sentimento de cidadania, contribuindo para que o Brasil cumpra sua tarefa constitucional para que se tenha uma sociedade mais justa e solidária.

A íntegra da palestra será disponível em breve.

Premiação
Após a palestra do Ministro Luiz Fux, ocorreram as homenagens e em seguida a premiação de três cartórios que foram certificados pela Rede Ambiental de Responsabilidade Social (Rares): Primeiro lugar - 2º Oficio de Barra do Bugres/MT (Niuara Borges), Segundo lugar - 1º Tabelionato de Notas, Títulos e Protestos de Palhoça/SC (Otavio Margarida), e Terceiro lugar - 1º Tabelionato de Protesto e Registro de Títulos e Documentos de Goiânia/GO (Naurican Lacerda).
Os diretores da Rares, MC Arthur Di Andrade Camargo (DF) e Rainey Alves Marinho (AL) fizeram a entrega da premiação. “A Rares começou com uma proposta de divulgar os trabalhos sociais que já eram feitos pelos cartórios no Brasil e hoje nós estamos um passo à frente. Além de divulgar o que está sendo feito, nós estamos fazendo o trabalho de incentivar os colegas que ainda não fazem um trabalho efetivo na área social e reconhecendo os que já fazem”, disse Mc Arthur, tabelião do 1º Ofício de Notas e Protesto de Títulos de Brasília.

STF retira suspensão de processos sobre ‘pejotização’ na primeira instância e nos TRTs

Ministro Gilmar Mendes considerou que a medida represou processos; decisão permite trâmite de casos nas instâncias ordinárias O ministro Gilmar…
Leia mais

Nova plataforma vai reunir pedidos de certidões de diferentes cartórios em um único local

A Corregedoria Nacional de Justiça e os Operadores Nacionais dos Registros Públicos lançam, na próxima segunda-feira (22), às 18h30, a…
Leia mais

CNR Saúde: cartórios avançam na agenda de bem-estar e conformidade trabalhista

Iniciativa aposta em gestão de riscos psicossociais, inclusão e bem-estar para modernizar o ambiente dos cartórios brasileiros O Brasil registrou,…
Leia mais