Transmissão promovida pela CNR, em parceria com a ANOREG/BR e a ENNOR, debateu a adequação dos Cartórios às novas diretrizes da norma regulamentadora
A Confederação Nacional de Notários e Registradores (CNR), em parceria com a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (ANOREG/BR) e a Escola Nacional de Notários e Registradores (ENNOR), promoveu no último dia 26 de maio a live “NR-01 na prática: saúde mental, compliance e gestão estratégica nos Cartórios”, reunindo especialistas para debater os impactos das novas diretrizes da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) na rotina das serventias extrajudiciais.
A transmissão, que já está disponível no canal da ENNOR no YouTube, integra as ações estratégicas desenvolvidas pela CNR para orientar titulares, gestores e equipes dos Cartórios diante da entrada em vigor da atualização da norma, que passou a incorporar oficialmente os riscos psicossociais ao gerenciamento de riscos ocupacionais.
Mais do que uma atualização normativa, o tema trouxe à tona uma realidade cada vez mais presente nos ambientes de trabalho: o impacto do estresse ocupacional, da pressão excessiva por metas, das jornadas extenuantes, da ausência de suporte organizacional e do assédio moral na saúde mental dos trabalhadores. Nesse contexto, a live buscou responder à principal dúvida enfrentada pelos gestores neste momento: o que já pode ser implementado, na prática, para promover ambientes mais seguros, saudáveis e em conformidade com a legislação?
O encontro contou com a participação da Advogada e Assessora Sindical da CNR, Jackeline Barreto; do Advogado, Palestrante e Consultor Jurídico, Isaías Diniz Nunes; e da Psicóloga especialista em saúde organizacional, Karoline Miranda.
Durante o debate, Jackeline Barreto destacou que a adequação à NR-01 exige uma mudança de cultura organizacional, especialmente em ambientes de alta responsabilidade e intensa demanda, como os Cartórios. Segundo ela, a implementação de programas de compliance e de políticas preventivas não deve ser vista apenas como obrigação legal, mas como uma estratégia de valorização das pessoas, fortalecimento institucional e redução de passivos trabalhistas.
Na perspectiva jurídica, Isaías Diniz Nunes reforçou a importância de transformar o monitoramento dos riscos psicossociais em uma prática contínua de governança. O especialista explicou que o primeiro passo é identificar os pontos críticos da rotina de trabalho, mapear ocorrências relacionadas ao adoecimento mental e estruturar planos de ação capazes de reduzir vulnerabilidades e promover melhorias efetivas no ambiente organizacional.
Já Karoline Miranda abordou os reflexos emocionais e comportamentais decorrentes de ambientes de trabalho adoecedores. A psicóloga ressaltou que sinais como aumento de afastamentos, excesso de faltas, conflitos internos e queda de produtividade precisam ser observados com atenção pelas lideranças. Segundo ela, a prevenção começa pela escuta ativa, pelo fortalecimento do suporte organizacional e pela criação de espaços mais seguros e humanizados para os colaboradores.
Os especialistas também destacaram que a NR-01 não impõe um modelo único de implementação, permitindo que organizações de diferentes portes iniciem suas adequações de forma gradual e estratégica. Entre as medidas possíveis, estão o mapeamento preliminar de riscos, a análise ergonômica, a utilização de questionários internos, o acompanhamento de indicadores de afastamento e a adoção de práticas preventivas voltadas à saúde mental.
Ao longo da transmissão, ficou evidenciado que começar a implementação não significa, necessariamente, elevar custos, mas organizar processos, fortalecer a gestão e desenvolver uma cultura institucional voltada ao cuidado, à prevenção e à sustentabilidade das relações de trabalho.
Assista à transmissão completa e acompanhe as orientações sobre a aplicação prática da NR-01 nos Cartórios brasileiros:
Fonte: Assessoria de Comunicação da CNR