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Arquivos de cartórios do Ceará integrarão árvore genealógica mundial

“De onde vim?” é uma das perguntas que acompanha a humanidade.

Graças aos estudos genealógicos, conhecer nossas origens tornou-se uma realidade mais próxima. No Ceará, documentos cartoriais dos séculos XVIII, XIX e XX, sob guarda do Arquivo Público Estadual, estão em processo de catalogação graças a uma parceria com a instituição norte-americana Family Search, maior organização de pesquisa genealógica do mundo.

Todo e qualquer documento que comprove a passagem das pessoas que nasceram, casaram, residiram ou morreram no Ceará neste período entra no levantamento que reúne dados para a árvore genealógica mundial.

Há dois meses, uma equipe de cinco funcionários terceirizados realiza a digitalização de documentos de cartórios de Fortaleza e do interior do Estado. O primeiro passo é a higienização, seguida da remoção de materiais oxidáveis. Logo após essa etapa, tem início a digitalização. O diretor do Arquivo, Márcio Porto, explica que esre trabalho é extenso e a previsão é de que sua conclusão ocorra em um ano e meio.

O processo envolve certidões, inventários, testamentos e também documentações de caráter privado, como explica o professor Márcio Assumpção, do Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Toda esta memória não passa por um processo de organização adequado. Embora tenhamos no Brasil instituições que simbolizam uma cultura arquivística, as políticas de conservação ainda são tímidas”, considera. Ele pontua também a importância da capacitação de profissionais da área.

A representação gráfica dos descendentes familiares é muito utilizada para revelar ligações entre os indivíduos e até mesmo para investigar doenças genéticas. Para isso, a memória tem um aliado, a tecnologia. Para Assumpção, a inserção dos softwares é um ganho importante em termos de espaço, mas predispõe uma grande mudança cultural.

Pelo site da Family Search, o trabalho permitirá que, em poucos anos, qualquer pessoa acesse os registros de seus antepassados de forma digital. Mário Silva, gerente relações institucionais da Family Search no Brasil, explica que a plataforma é interativa e que o objetivo da parceria é levar as pessoas a se conectar com suas origens e conhecer a si mesmas.

A parceria permitirá que documentos que estavam degradados ou quase perdidos recebam o tratamento de higienização, digitalização e catalogação. No Brasil, 18 Estados já firmaram a mesma parceria, como São Paulo, Paraíba e Rio Grande do Sul.

Fonte: O Povo

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