Além da confirmação da terceira edição do ranking GPTW Cartórios, as serventias extrajudiciais também poderão participar da trilha de desenvolvimento de liderança
Quando a gente pensa em cartório, quase sempre vem à mente a ideia de documento, selo, firma reconhecida. Mas, por trás de cada atendimento, existe algo que nem sempre enxergamos: pessoas. Pessoas que dedicam o dia a dia para que os serviços funcionem com excelência. E se o ambiente onde essas pessoas trabalham fosse, ele próprio, motivo de orgulho? A parceria entre a CNR e o Great Place to Work está transformando a forma como os cartórios brasileiros cuidam de quem cuida da população.
Devido ao sucesso das duas primeiras edições do ranking GPTW Cartórios, em 2024 e 2025, o projeto terá continuidade neste ano com uma inovação. Além da premiação por boas práticas de gestão de pessoas, que será entregue em novembro, na IX Conferência Nacional dos Cartórios (CONCART), as serventias extrajudiciais também poderão participar da trilha de desenvolvimento de liderança oferecida pelo GPTW.
A segunda edição do ranking GPTW Cartórios, referente ao ano de 2025, superou as expectativas. Ao todo, 24 cartórios participaram da pesquisa, impactando diretamente 1.640 colaboradores: um avanço significativo em relação à estreia, quando 15 cartórios e 1.299 profissionais integraram o levantamento. Os números revelam um comprometimento com boas práticas de gestão de pessoas:
Para 2026, a estrutura da parceria se mantém consolidada, com o mesmo modelo que gerou resultados concretos nas duas primeiras edições do ranking. Os cartórios interessados contarão com destaque especial na IX CONCART, com visibilidade para os estabelecimentos certificados e reconhecidos. A tabela de preços está mantida, com a condição especial de 30% de desconto para os cartórios associados à CNR. “Com tração comprovada, metodologia sólida e um setor que demonstrou abertura genuína às práticas de gestão de pessoas, o terreno está fértil para que 2026 marque um novo capítulo na história dos cartórios brasileiros como empregadores de referência”, afirma Hilgo Gonçalves, embaixador do GPTW no Brasil.
A diretora da CNR, Maria Aparecida Bianchin, coordenadora do GPTW para Cartórios, destaca que as perspectivas da parceria para 2026 são de fortalecimento e inovação. “Queremos que cada vez mais serventias participem, inclusive aquelas que ainda não se sentem prontas — porque o processo em si já é transformador. Participar da pesquisa, receber o diagnóstico, entender onde estão os pontos de melhoria: isso já tem um valor enorme, independentemente do resultado final no ranking”, avalia.
Com o intuito de oferecer mais suporte às serventias participantes, com capacitações, troca de boas práticas e materiais de apoio, a CNR ampliou ainda mais a parceria ao trazer do GPTW a trilha de desenvolvimento de liderança baseada nas nove práticas de liderança, centro da metodologia GPTW, com o objetivo de transformar o ambiente de trabalho por meio de ações da liderança baseadas na construção de confiança.
Resultados consistentes
Na avaliação de Maria Aparecida, a parceria com o GPTW representa, antes de tudo, um compromisso da CNR com a evolução do setor. “Quando decidimos trazer o Great Place to Work para dentro do universo dos cartórios, tínhamos uma convicção muito clara: a qualidade do serviço que chega ao cidadão começa dentro da serventia. Começa no modo como as pessoas são tratadas, ouvidas, valorizadas. O GPTW nos deu uma metodologia reconhecida mundialmente para medir o que, até então, muitos sentiam, mas poucos conseguiam mensurar — o clima organizacional”, comenta.
A aplicação da pesquisa do GPTW tem um efeito em cadeia: “Quando o colaborador trabalha em um ambiente saudável, ele atende melhor, se compromete mais, e o cidadão percebe isso. Talvez não saiba explicar por quê, mas percebe. Então, essa parceria, no fundo, é uma ponte entre gestão de pessoas e prestação de serviço público de excelência”.
Um dos aspectos que mais orgulham Maria Aparecida nessa trajetória são os resultados concretos da parceria. “Nós acompanhamos de perto os dados das serventias participantes, e o que vemos é uma mudança real de postura. Cartórios que antes não tinham nenhuma política estruturada de gestão de pessoas hoje oferecem programas de saúde mental, ginástica laboral, capacitação contínua e planos de carreira”, exemplifica, frisando que não são apenas grandes serventias em capitais, mas também cartórios no interior do país, com equipes menores, que entenderam que investir no colaborador não é custo, é estratégia.
“Os números do ranking comprovam essa evolução: os índices de satisfação interna vêm duplicando a cada edição. Isso é resultado, é dado concreto. E o mais bonito é que muitas dessas iniciativas nasceram espontaneamente, inspiradas pela participação no prêmio”, diz.
A parceria com o GPTW contribuiu para a profissionalização da gestão nas serventias. “Muitos cartórios passaram a adotar pesquisas internas de clima, canais de escuta ativa, programas de desenvolvimento de liderança e políticas claras de reconhecimento e valorização. Há serventias que implementaram comitês de qualidade de vida, outras que investiram em tecnologia para automatizar tarefas repetitivas e liberar a equipe para funções mais estratégicas e humanas.
E tem um ponto que considero fundamental: a comunicação interna. Cartórios que antes funcionavam de forma muito hierárquica estão abrindo espaço para o diálogo, para a participação dos colaboradores nas decisões do dia a dia. Isso muda a cultura inteira de um ambiente de trabalho. A ferramenta mais poderosa, no final das contas, é a disposição genuína de ouvir”, detalha Maria Aparecida.
Adesão crescente
A diretora da CNR atribui o expressivo crescimento no número de cartórios participantes do ranking do GPTW a três fatores. “O primeiro é o exemplo. Quando um cartório participa, conquista a certificação GPTW e compartilha essa experiência, ele inspira outros. É um efeito multiplicador que nenhuma campanha institucional conseguiria gerar sozinha — porque é autêntico, vem de quem viveu o processo.
O segundo fator é a consciência. O setor cartorário brasileiro amadureceu. Existe hoje uma compreensão muito mais ampla de que gestão de pessoas não é tema secundário — é o coração da operação.
E o terceiro, que talvez seja o mais significativo, é a mudança de mentalidade de uma nova geração de titulares e gestores, que chegam com uma visão mais colaborativa, mais atenta ao bem-estar coletivo. Esses três fatores juntos explicam por que, a cada edição, temos mais inscritos e mais engajamento”, aponta.
Entre as dezenas de cases reconhecidos pelo GPTW, um deles marcou profundamente a diretora da CNR. “Em uma das edições do prêmio, recebi a mensagem de uma colaboradora de um cartório do interior — uma cidade pequena, equipe com 12 pessoas. Ela me disse que, depois que a serventia começou a participar do GPTW, o titular passou a fazer reuniões semanais para ouvir a equipe.
Parece simples, não é? Mas ela disse que, pela primeira vez em anos de trabalho, sentiu que a opinião dela importava. Isso me emociona porque resume tudo o que buscamos. Não se trata de grandes investimentos ou políticas sofisticadas. Trata-se de olhar para o outro com respeito e atenção.
Quando isso acontece dentro de um cartório, o reflexo chega ao balcão — e o cidadão sente. Então, para quem está nos acompanhando e ainda tem dúvidas sobre participar: venha. O primeiro passo é querer melhorar. E a CNR está aqui para caminhar junto”, diz.
“É inspirador perceber que os cartórios brasileiros estão olhando para dentro — não apenas para processos e sistemas, mas para as pessoas que dão vida a tudo isso. Quando se investe em quem trabalha, quem ganha é a sociedade inteira”, comenta Maria Aparecida. Segundo ela, a ideia é que o prêmio não seja apenas uma competição, mas um ecossistema de aprendizado contínuo. “E há um horizonte que me anima muito: consolidar os cartórios brasileiros como referência em gestão de pessoas dentro do setor público em sentido amplo. Estamos construindo esse caminho, e a parceria com o GPTW é peça-chave nessa construção”, declara.
Melhoria contínua com foco no colaborador e cidadão
Bianca Castellar de Faria, titular do 1º Registro de Imóveis de Joinville, foi certificada nas duas primeiras edições do ranking GPTW Cartórios. Para ela, “é muito importante que o titular do cartório tenha essa visão estratégica em relação ao investimento na equipe e no sistema de gestão”. Ela destacou o estímulo que as entidades de classe do setor extrajudicial dão para os cartórios investirem em gestão e participarem de premiações, como a do GPTW, além de certificações diversas, como ISO 9001, compliance, privacidade de dados e segurança da informação. “É um orgulho muito grande receber essas premiações, certificações e selos, pois demonstram que estamos no caminho certo, buscando a melhoria contínua e fazendo o que é necessário para prestar um bom serviço ao cidadão”, afirma.
Na visão de Bianca, o cidadão usuário dos serviços dos cartórios é o maior beneficiado pela implantação dos sistemas de gestão. Por isso, ela incentiva os colegas do setor a investirem em iniciativas como a do GPTW.
Agente de transformação
O embaixador do GPTW no Brasil ressalta que, há mais de três décadas, o Great Place to Work atua como um agente de transformação no mundo do trabalho, ajudando organizações a colocarem as pessoas no centro de suas estratégias. “Ao longo desse período, acompanhamos — e influenciamos — um profundo amadurecimento da gestão de pessoas no Brasil e no mundo. No início da nossa trajetória, falar sobre clima organizacional, confiança e cuidado com as pessoas era visto como uma responsabilidade do RH. Hoje, essa visão evoluiu: investir em ambientes de trabalho saudáveis, inclusivos e de alta confiança tornou-se uma condição essencial para a sobrevivência e o crescimento sustentável dos negócios”, afirma Gonçalves.
Nesse contexto, ele observa que os rankings e certificações do Great Place to Work sempre representaram muito mais do que reconhecimento. “Eles se consolidaram como instrumentos de diagnóstico, aprendizado e evolução contínua, oferecendo às organizações critérios objetivos, comparáveis e baseados na percepção real dos colaboradores. Ao longo dos anos, esses referenciais contribuíram para elevar o nível das práticas de gestão, fortalecer lideranças e ampliar a compreensão sobre o impacto direto da cultura organizacional nos resultados do negócio”, considera.
A atuação do GPTW acompanha a transformação do mercado. Hoje, o Great Place to Work está presente em 180 países, apoiando empresas de diferentes portes e setores. No Brasil, a instituição tem abrangência nacional: mais de 40 rankings regionais e setoriais, além de recortes específicos que permitem benchmarks cada vez mais precisos e relevantes. “Essa combinação de escala global, profundidade analítica e conhecimento acumulado ao longo de 30 anos nos posiciona como uma autoridade no mundo do trabalho”, enfatiza Gonçalves.
“Mais do que identificar as melhores empresas para trabalhar, apoiamos organizações e lideranças a construírem ambientes cada vez melhores para as pessoas, mais consistentes para os negócios e mais responsáveis para a sociedade”, pondera. “Seguimos evoluindo junto com o mundo do trabalho, conectando confiança, propósito e performance como pilares fundamentais para organizações que desejam prosperar em um ambiente cada vez mais complexo e em constante transformação”, conclui o embaixador do GPTW.
Fonte: Assessoria de comunicação da CNR